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	<title>Prosa Caipira - tudo sobre cultura e música caipira &#187; Zé Caipira</title>
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	<description>O ponto de encontro dos amantes da moda de viola</description>
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		<title>João Pacífico</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 14:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[João Batista da Silva era neto de escravos e filho de escrava com homem branco. O menino de origem pobre nasceu na fazenda Cascalho, no município de Cordeirópolis (SP), em 05 de agosto de 1909. Dos 10 aos 15 anos morou na cidade de Campinas, onde trabalhou como ajudante de copeiro na casa das irmãs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_211" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/joao_pacifico.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/joao_pacifico.jpg" alt="João Pacífico" title="João Pacífico" width="200" height="245" class="size-full wp-image-211" /></a><p class="wp-caption-text">João Pacífico</p></div>João Batista da Silva era neto de escravos e filho de escrava com homem branco. O menino de origem pobre nasceu na fazenda Cascalho, no município de Cordeirópolis (SP), em 05 de agosto de 1909. Dos 10 aos 15 anos morou na cidade de Campinas, onde trabalhou como ajudante de copeiro na casa das irmãs de Carlos Gomes.</p>
<p>Desembarcou em São Paulo, na Estação da Luz, em plena revolução de 24, aos 15 anos de idade. Chegou na cidade grande sozinho, com uma sacola de roupas velhas e uma carta de recomendação para trabalhar em uma fábrica de tecidos.</p>
<p>&#8220;Quando desci do trem os soldados me perguntaram, &#8216;ô menino, pra onde você vai?&#8217;; eu repondi que ia pra Barra Funda e eles me disseram pra eu correr, pois as seis horas em ponto começava o tiroteio na Avenida Tiradentes. Era guerra com hora marcada&#8221;. </p>
<p>Na capital paulista trabalhou durante 37 anos no Banco Italo-Belga, como office-boy e mais tarde como motorista particular do presidente do banco. Homem elegante, alto e simpático, conquistava as pessoas por onde passava. Suas características lhe renderam o apelido mais do que merecido, Pacífico. Com seu jeito sereno e calmo de ser tornou-se amigo do poeta Mario de Andrade. </p>
<p>Foi o criador da chamada &#8220;Toada Histórica&#8221;, onde as canções apresentam uma declamação introdutória que funciona como aquecimento para a ação que vem a seguir, já na forma de música, cantada em dupla. Foi assim com &#8220;Cabocla Tereza&#8221; e &#8220;Chico Mulato&#8221;, ambas em parceria com <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a>. João Pacífico também foi co-autor, ao lado de seu parceiro preferido, <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a>, de outro hino da música caipira, &#8220;Pingo d&#8217;Agua&#8221;.</p>
<p>Na &#8220;Toada Histórica&#8221;, a declamação que antecede a música precisa ser muito bem falada, sem exageros por parte do cantador. João Pacífico era mestre na arte de declamar, fazia com naturalidade e leveza, sem carregar a letra e sem se tornar enjoativo. Registros apontam que o compositor Pacífico deixou um acervo de 256 músicas gravadas por diferentes artistas e outras dezenas permaneceram inéditas.</p>
<p>Tornou-se uma lenda no universo caipira, um poeta respeitado e admirado. Relatos apontam que ele compunha batucando na mesa da cozinha com um pedaço de papel e um lápis. Gravou apenas um disco, cantando e declamando &#8211; chamado &#8220;João Pacifico&#8221; pela (WEA)  em 1979.</p>
<p><div id="attachment_212" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO.jpg" alt="Raul Torres, Florêncio e João Pacífico" title="RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO" width="300" height="200" class="size-full wp-image-212" /></a><p class="wp-caption-text">Raul Torres, Florêncio e João Pacífico</p></div>Faleceu, aos 89 anos, em 30 de novembro de 1998 esquecido pela mídia e sem recursos financeiros. No auge da música caipira, o retorno financeiro poderia ter sido melhor se João Pacífico tivesse enfrentado os microfones. Manteve-se sempre na retaguarda, longe dos holofotes, com o emprego fixo no banco. Seus cantores &#8220;oficiais&#8221; eram <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a> e Florêncio.</p>
<p>Algumas canções que fazem parte da história da música caipira tem participação do compositor João Pacífico.</p>
<p>_ Cabocla Tereza<br />
_ Chico Mulato<br />
_ Pingo d&#8217;Agua<br />
_ Minas Gerais<br />
_ No Mourão da Porteira<br />
_ História de um Prego<br />
_ No Romper da Aurora</p>
<p>Rolando Boldrin considera João Pacífico o &#8220;Noel Rosa da música caipira, um verdadeiro mestre&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Raul Torres</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 11:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filho de imigrantes espanhóis, Raul Montes Torres (1906 &#8211; 1970), nasceu em Botucatu. Ainda na juventude se mudou para São Paulo, onde foi carroceiro na estação da Luz, transportando pessoas. Sua licença para conduzir carroça era de número 5.732. Por trabalhar próximo a estação acabou arrumando emprego de ferroviário. Raul trabalhou na antiga estrada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filho de imigrantes espanhóis, Raul Montes Torres (1906 &#8211; 1970), nasceu em Botucatu. Ainda na juventude se mudou para São Paulo, onde foi carroceiro na estação da Luz, transportando pessoas. Sua licença para conduzir carroça era de número 5.732. Por trabalhar próximo a estação acabou arrumando emprego de ferroviário. Raul trabalhou na antiga estrada de ferro Sorocabana até se aposentar.</p>
<p><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/raulTorres_florencio.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/raulTorres_florencio-292x300.jpg" alt="" title="Raul Torres e Florencio" width="292" height="300" class="alignright size-medium wp-image-149" /></a>Antes de se consagrar como compositor caipira Raul percorreu outros gêneros. Foi ele o autor da música de carnaval &#8220;A Cuíca está Roncando&#8221;. Participou de várias duplas, uma delas com Serrinha, seu sobrinho de Botucatu, até encontrar seu parceiro, Florêncio, um dos maiores violeiros que existiu, segundo Tião Carreiro.</p>
<p>Florêncio era da cidade de Barretos e além de exímio violeiro também era compositor. A dupla Raul Torres e Florêncio faz parte de um time de primeira categoria da música caipira de todos os tempos. Durante muito tempo Raul Torres e Florêncio se apresentaram com o sanfoneiro Rielli, formando assim &#8220;Os Três Batutas do Sertão&#8221;.</p>
<p>A obra de Raul Torres é extensa em número e qualidade. Difícil falar de música caipira sem ao menos citar umas das canções de Raul Torres. Alguns de seus principais sucessos:</p>
<p>_ Boiada Cuiabana.<br />
_ Moda da Mula Preta.<br />
_ Cavalo Zaino.<br />
_ Colcha de Retalhos.<br />
_ Ingratidão.<br />
_ Saudades de Matão.<br />
_ Chico Mulato.<br />
_ Cabocla Tereza.<br />
_ Pingo d&#8217;Agua.<br />
_ Boiadeiro Apaixonado.<br />
_ Mula Baia.</p>
<p>Compositor de classe, Raul Torres também tinha um estilo próprio de cantar com voz mansa e suave. Seu visual era singular, andava sempre com o terno alinhado e o cabelo muito bem penteado. Na época era um galã que arrancava suspiros das meninas. Foi o primeiro caipira a ter programa de rádio e um dos pioneiros na apresentação em circos pelo interior paulista.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Teddy Vieira</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 16:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Autor, ao lado de Luizinho, de uma das músicas caipiras mais tocadas até hoje, &#8220;O Menino da Porteira&#8221;, Teddy Vieira nasceu em Itapetininga (SP) em 23 de dezembro de 1922 e faleceu em 16 de dezembro de 1965. Por ser diretor artistico da Continental, uma das gravadoras mais importantes da época, trabalhou na composição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/teddy_vieira.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/teddy_vieira-206x300.jpg" alt="" title="Teddy Vieira" width="206" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-154" /></a>Autor, ao lado de Luizinho, de uma das músicas caipiras mais tocadas até hoje, &#8220;O Menino da Porteira&#8221;, Teddy Vieira nasceu em Itapetininga (SP) em 23 de dezembro de 1922 e faleceu em 16 de dezembro de 1965. Por ser diretor artistico da Continental, uma das gravadoras mais importantes da época, trabalhou na composição de muitas músicas ao lado de vários parceiros.</p>
<p>Vieira, da dupla Vieira e Vieirinha, contava que enquanto a maioria dos compositores fazia primeiro a letra para depois ajeitar a música, Teddy criava mentalmente a letra e a música juntas. Aí pegava uma viola e mostrava aos amigos pedindo sugestões para dar o arremate final. </p>
<p>Tenente reservista do Exército, Teddy Vieira morreu jovem aos 43 anos, vítima de um acidente de automóvel. Deixou um valor incalculável à cultura caipira com suas composições, dentre elas podemos destacar:</p>
<p>_ O Menino da Porteira.<br />
_ Pagode em Brasília.<br />
_ João de Barro.<br />
_ Couro de Boi.<br />
_ Tenente Mineirinho.<br />
_ Boiadeiro Errante.<br />
_ Rei do Gado.<br />
_ O Mineiro e o Italiano.<br />
_ Preto Inocente.<br />
_ Peito Sadio.</p>
<p>Suas músicas foram sucesso principalmente na voz e na viola da dupla &#8220;Tião Carreiro e Pardinho&#8221;. Outro grande interprete que fez sucesso com as músicas de Teddy Vieira foi Sérgio Reis.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Pardini, caipira jovem</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2011 12:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pardini é um desses músicos jovens que tem o sangue caipira nas veias. Na entrevista abaixo conheça um pouco mais sobre seu trabalho e sua trajetória. Prosa Caipira: quem é o músico Pardini? conte um pouco sobre sua vida e carreira… Pardini: sou uma pessoa simples. Comecei a escutar e gostar de música caipira já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pardini é um desses músicos jovens que tem o sangue caipira nas veias. Na entrevista abaixo conheça um pouco mais sobre seu trabalho e sua trajetória.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: quem é o músico Pardini? conte um pouco sobre sua vida e carreira…</p>
<p><div id="attachment_198" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Viola_Minha_Viola.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Viola_Minha_Viola.jpg" alt="" title="ramiro_viola_pardini" width="250" height="190" class="size-full wp-image-198" /></a><p class="wp-caption-text">Ramiro Vióla e Pardini no programa Viola Minha Viola</p></div><strong>Pardini</strong>: sou uma pessoa simples. Comecei a escutar e gostar de música caipira já na infância. Apesar de ter nascido em São Caetano do Sul-SP, aos 4 anos de idade fui morar em Franca-SP. Minha mãe, natural de Bofete-SP, cantava com minha tia e meu tio cantava com o parceiro dele, ou seja a família toda cantava e eu cresci ouvindo esse estilo caipira. Isso quando eu ia passear em Bofete. O tempo passou e eu já comecei a cantar com esse meu tio &#8211; Nadir, que muito me ensinou. Hoje, devido essa herança musical, consegui realizar o sonho de formar uma dupla e cantar por esse mundão.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: muitas pessoas criticam a música sertaneja atual, que por sinal movimenta um mercado milionário. Tivemos o nascimento do Sertanejo, depois o Sertanejo Romântico e agora o Sertanejo Universitário. Como você analisa todo este processo de transformação?</p>
<p><strong>Pardini</strong>: que bom que tudo começou com a música caipira, que foi se modernizando como o próprio homem, ou seja, deixou o campo e veio para a cidade. Considero isso uma evolução, desde que preservemos as raízes, que também merece seu espaço nos meios de comunicação. Costumo sempre dizer que música caipira é aquela que trás no seu tema as coisas do campo e a sertaneja não necessariamente.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: quais os desafios de se fazer música caipira nos dias de hoje?</p>
<p><strong>Pardini</strong>: música caipira hoje não é comercial, mas o público é extremamente fiel.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: na sua opinião está havendo um movimento de resgate da música caipira? Muitas duplas do chamado &#8220;Sertanejo Universitário&#8221; estão regravando sucessos do passado e a aceitação do público é muito grande…</p>
<p><strong>Pardini</strong>: sim, esse resgate realmente está existindo e é muito importante. Acredito também que o público jovem tem aceitado esse estilo raiz, pela falta de temas novos.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: quais as próximas novidades da dupla Ramiro Vióla e Pardini?</p>
<p><strong>Pardini</strong>: estamos com planos de lançarmos um CD e um DVD com programas de TV e Shows, no decorrer de nossa carreira.</p>
<p><strong>Contatos para Show</strong> da dupla Ramiro Vióla &#038; Pardini:<br />
Telefone: (14) 3815-4088<br />
e-mail: ramiroviola@uol.com.br</p>
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		<title>Ramiro Vióla, compositor e violeiro</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/ramiro-viola-compositor-e-violeiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 12:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Cantor, compositor, escritor, violeiro, arranjador, pesquisador, colecionador musical sertanejo de raíz (atualmente conta com acervo de mais de 100 mil músicas raiz), radialista e produtor de eventos. Acima de tudo Ramiro Vióla é um apaixonado por música sertaneja raiz e um trabalhador incansável na luta pela preservação de nossa cultura caipira. Confira o bate-papo gostoso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_179" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tinoco_ramiro.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tinoco_ramiro.jpg" alt="" title="Tinoco e Ramiro Vióla" width="280" height="209" class="size-full wp-image-179" /></a><p class="wp-caption-text">Tinoco e Ramiro Vióla</p></div>Cantor, compositor, escritor, violeiro, arranjador, pesquisador, colecionador musical sertanejo de raíz (atualmente conta com acervo de mais de 100 mil músicas raiz), radialista e produtor de eventos. Acima de tudo Ramiro Vióla é um apaixonado por música sertaneja raiz e um trabalhador incansável na luta pela preservação de nossa cultura caipira. </p>
<p>Confira o bate-papo gostoso que tivemos sobre sua trajetória&#8230;</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: o senhor tem influência da cultura caipira desde que nasceu na fazenda Boa Vista em Botucatu. Como foi sua &#8220;gestação&#8221; como cantor e compositor?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: eu nasci em meio ao maravilhoso mundo autêntico da Musica Sertaneja de Raiz. Desde que me conheci por gente já tive a influência de meu Pai &#8220;Seu Eduardo&#8221;, meus avós paternos seu &#8220;Jesuíno&#8221; e &#8220;Nhá Tudinha&#8221; e os meus tios e tias irmãos de meu pai, todos nascidos e criados na Região de Pardinho e Botucatu. Na casa de meu avô Jesuíno todos tocavam e cantavam modas de viola e faziam festas em todos os finais de semana, tudo era motivo de cantoria e rodas de Viola que atravessavam noites e dias conforme a ocasião. Meu avô Jesuíno até brincava muito com a história de que, netos e netas do sangue dele ao invés de chorar tinham que cantar na hora do nascimento. Eu não cantei ao nascer mas ao lado de minha casa existia um grande galinheiro onde meu pai criava galos da raça &#8220;Índios&#8221; e meu pai e minha mãe sempre me disseram que justamente na hora que eu vim ao mundo em 25 de abril de 1953 as 6 horas da manhã lá no pé da serra de Botucatu um galo Índio &#8220;cantô&#8221; e meu pai disse contente &#038; feliz: &#8220;esse minino sái cantadô&#8221;.</p>
<p>E daí pra frente a minha trajetória, até hoje, e espero ainda por muito tempo, é dedicar-me apaixonadamente por tudo que se refere à Moda de Viola e sua história assim como também pelos seus compositores, intérpretes, duplas e seus personagens. Atualmente meu acervo musical (particular)  ja passou de cem mil músicas, sendo 99,9% somente de musicas de raiz, pois isso é minha vida, eu tenho um compromisso com a nossa Musica Sertaneja de Raíz, e é ela e a viola que me abriram e abrem as portas para que meu humilde trabalho seja conhecido em grande parte do mundo.</p>
<p>Só tenho a agradecer à Deus e toda a influência que tive de meu pai, meu avô e meus tios, eles infelizmente não tiveram a oportunidade que cheguei alcançar, mas tenho certeza que de onde eles estiverem estarão sempre me aplaudindo e me abençoando, pois conseguiram através de sua semente me fazer o que sou hoje, &#8220;O representante de todos eles&#8221;, tenho grande orgulho disso, apesar das dificuldades, discriminação e preconceito, que muitas vezes cruzam meu caminho. Eu os enfrento com muita firmeza e Fé em Deus, e como resposta o resultado é meu trabalho honesto, e com muito amor e dedicação vou ultrapassando as barreiras e conquistando meu espaço dentro da história musical Caipira de meu País e além fronteiras.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: musicalmente falando, quais foram as duplas que te inspiraram a tocar viola e compor?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: depois de meu Pai, lá com seu jeitinho simples de tocar e pontear uma viola, ao qual foi através dele que cheguei a assistir em circos as grandes duplas nos finais dos anos 50 e início dos anos 60. Me lembro que nós morava-mos na Fazenda Santo Antônio, município da Itatinga à 30 KM de Botucatu, e meu pai me levava para assistir as duplas que vinham se apresentar nos circos que lá se instalavam.</p>
<p><div id="attachment_182" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/pardini_inezita_ramiro.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/pardini_inezita_ramiro.jpg" alt="" title="pardini_inezita_ramiro" width="300" height="197" class="size-full wp-image-182" /></a><p class="wp-caption-text">Pardini, Inezita Barroso e Ramiro Vióla</p></div>Me lembro perfeitamente de quantas vezes assisti as duplas: Zé Carreiro &#038; Carreirinho, Tonico &#038; Tinoco, Zé Fortuna &#038; Pitangueira, Zilo &#038; Zalo, Vieira &#038; Vieirinha, Jacó &#038; Jacozinho, Tião Carreiro &#038; Pardinho, Cascatinha &#038; Inhana e tantos outros renomes maravilhosos da nossa moda raiz, aos quais depois de muitos anos tive o grande prazer em reencontrá-los e me tornar amigo da maioria deles e de seus familiares. A musica raiz, seus artistas autênticos e o dom que Deus me deu são minha fonte de inspiração para passar em versos todo meu grande carinho e saudade dos tempos que não voltam mais. Tudo está guardadinho aqui dentro de meu coração Caipira, e na medida do possível vou me expressando e colocando em minhas composições. </p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: a arte de compor está presente desde o início da sua carreira?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: sim, desde que comecei a dar meus primeiros passos musicais ainda com oito para nove anos de idade. Iniciei então a cantar e tocar viola e violão, aí eu senti que poderia compor, não me peçam para explicar de onde vem a inspiração que nem eu sei! Só sei que quando eu penso num tema ela vem e eu escrevo e as minhas modas já saem prontinhas tudo como esta em meus discos, até os arranjos ja vêm com elas! Eu particularmente acho que isso chama-se &#8220;Força Divina&#8221;, só Deus sabe como dizia meu eterno mestre Carreirinho.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: quais foram as músicas que o senhor teve maior prazer em compor?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: maior prazer eu não saberia dizer, mas todas elas tem um grande significado para mim, mas dentre as minhas composições a que eu poderia citar aqui é a moda &#8220;Violeiro Matuto&#8221; que esta em meu primeiro CD com o Pardini que gravamos em 2002. Essa moda era uma moda de viola e dentro do estúdio de gravação eu mudei ela para balanço e coloquei o estribilho e os arranjos, e aproveitando a sua ex melodia fiz a moda &#8220;Caboclo Infeliz&#8221; que esta em meu CD gravado em 2008.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: como foi a inspiração para compor B.O. do Ferreirinha?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: essa moda é muito engraçada a sua concepção. Foi que numa noite de ensaio aqui em minha casa apareceu meu grande amigo, o Dr. José Simião, que é o presidente da Construção da Igreja do &#8220;São Bom Jesus do Ribeirão Grande&#8221;, lá no Município de Pardinho, pertinho de onde nasceu meu Pai. Essa Igreja situa-se nos campos do Espraiadinho citado na moda Ferreirinha composta por Carreirinho. A festa do padroeiro se aproximava, pois estava chegando o dia 06 de Agosto de 2003 dia de Bom Jesus, e o Dr. Zé Simião veio justamente me convidar para uma apresentação da minha dupla nesta festa. Como nos anos anteriores à 2003 eu já fazia parte como colaborador na organização dos convites para as duplas se apresentarem nas festividades, então pensamos em dar continuidade na moda do Ferreirinha a partir do Verso que diz.. “Deixei na Porta da Igreja e fui chamar o Delegado&#8230;”</p>
<p>Então dei seqüência na história e quando o Dr. Simião chegou em sua casa dali uma meia hora eu liguei pra ele e cantei por telefone a moda “B-O DO FERREIRINHA”, coloquei seu nome também como meu parceiro na composição que foi uma forma que achei de também homenageá-lo pelo seu grande empenho em manter viva aquela nossa fabulosa re-construção da Igreja do Bom Jesus do Ribeirão Grande que data-se bem antes da Cidade de Pardinho e Botucatu, ao qual eu recomendo a todos para que conheçam e participem das festividades que lá acontecem todos os anos no dia 6 de agosto. Aí gravamos a moda num CD e doamos a sua renda para a compra de materiais de construção para a Igreja do Bom Jesus do Ribeirão. Tenho outras modas que compus e que foram gravadas também para doação para a re-construção da Igreja do Bom Jesus do Ribeirão.  </p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: hoje em dia, quais duplas ou artistas o senhor destaca na defesa e manutenção da autêntica música caipira de raiz?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: atualmente esta difícil de citar nomes de duplas ou artistas verdadeiramente comprometidos com “Autenticidade Caipira Sertaneja”, pois a maioria das duplas que surgem já vem engarupado e não tem nada a ver com o nosso Caipira Sertanejo. Já vem com tudo pronto, muito dinheiro, condições e, quase nada de verdadeiro talento, mas isso deve-se também a grande falta de compositores do segmento caipira que estão escassos no mercado. Mas, graças à Deus, ainda temos grandes nomes que preservam a autenticidade caipira. Posso citar aqui alguns deles como minoria: Liu &#038; Léu, Zé Mulato &#038; Cassiano, Zé do Cedro &#038; Tião do Pinho e a nossa querida amiga Inezita Barroso que faz questão de dizer que, ser caipira é nossa vida.</p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: se pudesse fazer uma previsão, como o senhor vê o futuro da música caipira?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: eu vejo atualmente que infelizmente a nossa musica caipira esta sendo mais do que nunca invadida por estranhos no ninho, todos na minha opinião sem opção e sem criatividade própria para ser ou não ser um autêntico Sertanejo Caipira. Fazem regravações por falta de autores caipiras, distorcem os temas musicais por falta de imaginação, enfim, o futuro só tem a piorar se continuar do jeito que vai indo&#8230; quem viu, viu, quem não viu jamais verá o que nós vimos&#8230;  </p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: como o senhor define o trabalho da dupla Ramiro Vióla e Pardini?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: o trabalho da dupla Ramiro Vióla &#038; Pardini eu defino como um comprometimento com a nossa Cultura Musical Sertaneja Caipira e autêntica, pois nela esta a essência de nossos temas musicais e nosso jeito de ser. Minhas modas eu arranco seus temas e suas palavras lá do fundo de meu coração e as transcrevo para o papel para que quando de nossas apresentações eu as apresente como sendo um filho.  </p>
<p><strong>Prosa Caipira</strong>: quais os planos para o futuro da dupla Ramiro Vióla e Pardini?</p>
<p><strong>Ramiro Vióla</strong>: como diz o velho ditado, o futuro à Deus pertence, eu só peço para que Deus nos dê saúde e inspiração para que continuemos com a nossa missão de cantar, compor, tocar viola e propagar sempre a nossa Musica Raiz. E lembrando sempre uma frase que digo: “Feliz o Povo que tem Histórias pra contar, Lembrando sempre daqueles que a Construíram”.</p>
<p><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/ramiro_pardini.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/ramiro_pardini.jpg" alt="" title="ramiro_pardini" width="260" height="201" class="alignleft size-full wp-image-184" /></a>A dupla “Ramiro Vióla &#038; Pardini” existe desde 06 de Novembro de 1999, estamos com 7 CDs gravados até 2008, realizamos shows por todo o Brasil onde nos contratam, estivemos em agosto de 2010 nos Estados Unidos, na Cidade de Orlando – Flórida, onde participamos de uma Conferência Mundial Sobre Armas &#038; Drogas na Juventude. Lá estavam pessoas de 46 Países aos quais se encantaram com a nossa musica de raiz. Atualmente estamos planejando e sendo convidados para apresentações na África do Sul, Japão e novamente nos EUA em Nova York. </p>
<p><strong>Contatos para Show</strong> da dupla Ramiro Vióla &#038; Pardini:<br />
Telefone: (14) 3815-4088<br />
e-mail: ramiroviola@uol.com.br</p>
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		<title>Carreirinho</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 00:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Perguntaram se argum dia eu fui carreiro Não senhor, muito menos meu parceiro É bastante diferente nosso nome verdadeiro Tião Carreiro e Carreirinho é apelido de violeiro&#8221; (trecho da música &#8220;Meu Carro é Minha Viola&#8221;, Carreirinho e Mozart Novaes) De fato Adauto Ezequiel nunca trabalhou com junta de boi, mas no mundo caipira é conhecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Perguntaram se argum dia eu fui carreiro<br />
Não senhor, muito menos meu parceiro<br />
É bastante diferente nosso nome verdadeiro<br />
Tião Carreiro e Carreirinho é apelido de violeiro&#8221;<br />
(trecho da música &#8220;Meu Carro é Minha Viola&#8221;, Carreirinho e Mozart Novaes)</p>
<p>De fato Adauto Ezequiel nunca trabalhou com junta de boi, mas no mundo caipira é conhecido por Carreirinho. Descendente de alemães, Carreirinho nasceu na cidade de Bofete em 15 de outubro de 1921 e faleceu em 27 de março de 2009.</p>
<p>Tonico e Tinoco, revelando singular modéstia, afirmaram que a maior dupla de viola que conheceram foi &#8220;Zé Carreiro e Carreirinho&#8221;. Também não era para menos, em 1950 a dupla lançou seu primeiro disco de 78 rotações com duas músicas de peso. De um lado Canoeiro e de outro Ferreirinha. Nascia assim, em alto estilo, uma das maiores duplas da música caipira. A dupla fez grande sucesso mas durou pouco com a morte de Zé Carreiro.</p>
<p>Roberto Stanganelli, sanfoneiro e produtor cultural, não engasga ao dizer que a música Ferreirinha é a primeira peça a indicar como Carreirinho se transformaria no &#8220;codificador da moda de viola&#8221;. Antes dele cada um tocava de um jeito, depois dele criou-se um padrão a ser seguido. Na opinião do jornalista, e apaixonado por música caipira, José Hamilton Ribeiro, Ferreirinha é uma &#8220;reportagem perfeita, na forma como narra a luta de dois peões encarregados de trazer um marruá que ficou arribado no campo. O final é de arrepiar. Talvez seja a letra mais bem feita de toda a música caipira&#8221;. <a title="Musica Ferreirinha" href="http://prosacaipira.com.br/historia-da-musica-ferreirinha/" target="_blank">Conheça a história da música Ferreirinha</a>.</p>
<p><div id="attachment_159" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tiao_carreiro_carreirinho.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tiao_carreiro_carreirinho.jpg" alt="" title="Tiao Carreiro e Carreirinho" width="150" height="168" class="size-full wp-image-159" /></a><p class="wp-caption-text">Tião Carreiro e Carreirinho</p></div>Carreirinho era sobretudo um poeta, romântico e apaixonado. Inaugurou a linhagem dos &#8220;carreiros&#8221; na cultura caipira. Após a morte de Zé Carreiro, Carreirinho encontrou outro craque para formar dupla, Tião Carreiro. A dupla era musicalmente muito forte, mas psicologicamente fraca. A incompatibilidade de personalidades fez a dupla se desmanchar e Tião Carreiro seguiu um caminho de luz própria ao encontrar o parceiro Pardinho. Carreirinho continuou a procura de &#8220;carreiros&#8221; para formar dupla.</p>
<p>Como compositor Carreirinho foi um grande artilheiro. Autor de cerca de 2 mil músicas, mais da metade delas gravadas. Dentre os grande sucessos podemos destacar:</p>
<p>_ Boi Soberano.<br />
_ Ferreirinha.<br />
_ A Morte do Carreiro.<br />
_ Catimbau.<br />
_ Meu Carro é Mina Viola.<br />
_ Pagode do Dente Aberto.<br />
_ Violeiro Solteiro.<br />
_ Rincão da Minha Terra.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Ferreirinha</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 12:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A história de um peão que morreu ao ir buscar um boi alongado no pasto calou fundo no coração dos caipiras. Ferreirinha saiu da ficção e  ganhou vida própria no imaginário das pessoas. A história foi contada a Carreirinho em uma viagem de trem e a música foi lançada em 1950 por Zé Carreiro e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história de um peão que morreu ao ir buscar um boi alongado no pasto calou fundo no coração dos caipiras. Ferreirinha saiu da ficção e  ganhou vida própria no imaginário das pessoas. A história foi contada a <a title="Carreirinho" href="http://prosacaipira.com.br/carreirinho/" target="_blank">Carreirinho</a> em uma viagem de trem e a música foi lançada em 1950 por Zé Carreiro e Carreirinho, para Tonico e Tinoco a maior dupla caipira que existiu. O disco de 78 rotações era um primor, trazia de um lado a música Canoeiro e de outro Ferreirinha.</p>
<p>Inicialmente <a title="Carreirinho" href="http://prosacaipira.com.br/carreirinho/" target="_blank">Carreirinho</a> tinha escrito a história com mais de 50 estrofes, cerca de 420 estrofes, já a versão final transformada em música ficou com 5 estrofes (40 versos). José Hamilton Ribeiro classifica Ferreirinha como &#8220;uma reportagem perfeita, na forma como narra a luta de dois peões encarregados de trazer um marruá que ficou arribado num campo sujo. O final é de arrepiar&#8221;.</p>
<p>A música ganhou repercussão e deu origem a muitas outras canções &#8220;respostas&#8221; em homenagem ao peão Ferreirinha. A seguir apresento algumas delas, o que não é uma lista definitiva:</p>
<p>_ A alma do Ferreirinha (Zilo e Jeca Mineiro), interpretada por Zilo e Zalo.<br />
_ A filha do Ferreirinha (Carreirinho e Zé Procópio), interpretada por Zé Carreiro e Carreirinho.<br />
_ B.O. do Ferreirinha (Ramiro Vióla e José Simião), interpretada por Ramiro Vióla e Pardini.<br />
_ Companheiro do Ferreirinha (Carreirinho e Germano Galdino), interpretada por Tião Carreiro e Pardinho.<br />
_ Despedida do Ferreirinha, interpretada por Gonçalo e João Valente.<br />
_ Esporas do Ferreirinha, interpretada por Pedro Bento e Zé da Estrada.<br />
_ Faca do Ferreirinha, interpretada por Ramiro Vióla e Pardini.<br />
_ Ferreirinha na Viola (Francisco Nepomuceno de Oliveira), interpretada por Craveiro e Cravinho.<br />
_ Ferreirinha não Morreu, interpretada por Gonçalo e João Valente.<br />
_ Filho do Ferreirinha, interpretada por Dino Franco.<br />
_ Homenagem ao Ferreirinha, interpretada por Sulino e Marrueiro.<br />
_ Irmão do Ferreirinha (Carreirinho e Teddy Vieira), interpretada por Tião Carreiro e Pardinho.<br />
_ Mãe do Ferreirinha (Joaquim Moreira), interpretada por Carreiro e Carreirinho.</p>
<p>Contribuiu com a lista o amigo Ricardinho, do site www.boamusicaricardinho.com.br</p>
<p>Letra da música Ferreirinha (Carreirinho)</p>
<p><em>&#8220;Eu tinha um companheiro por nome de Ferreirinha<br />
Nos lidava com boiada deis de nos dois rapazinhos<br />
Fomos buscar um boi bravo no campo do espraiadinho<br />
Eram 28 quilômetros da cidade de Pardinho</em></p>
<p><em>Nos chegamos no tal campo cada um seguiu prum lado<br />
Ferreirinha foi num potro redomão muito cismado<br />
Já era de tardezinha e eu já estava bem cansad<br />
Não encontrava o ferreirinha e nem o tal boi arribado<br />
Naquilo avistei o potro que vinha vindo assustado<br />
Sem arreio e sem ninguém fui ver o que tinha se dado<br />
Encontrei o Ferreirinha numa restinga deitado<br />
Tinha caído do potro e andou pro campo arrastado</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Quando avistei Ferreirinha meu coração se desfez<br />
Eu rolei do meu cavalo com tamanha rapidez<br />
Chamava ele por nome chamei duas ou três vezes<br />
E notei que estava morto pela sua palidez<br />
Pra deixar meu companheiro é coisa que eu não fazia<br />
Deixar naquele deserto alguma onça comia<br />
Estava alí só eu e ele Deus em nossa companhia<br />
Veio muitos pensamentos só um é que resolvia</p>
<p>Pra levar meu companheiro veja quanto eu padeci<br />
Amarrei ele pro peito numa árvore suspendi<br />
Cheguei meu cavalo em baixo e na garupa desci<br />
E com cabo dum cabresto amarrei ele ni mim<br />
Sai praquela estrada tão triste tão amolado<br />
Era um frio do mês de junho seu corpo estava gelado<br />
Já era uma meia noite quando eu cheguei no povoado<br />
Deixei na porta da igreja e fui chamar o delegado</p>
<p><em>A morte deste rapaz mais do que eu ninguém sentiu<br />
Deixei de lidar com gado minha inclinação sumiu<br />
Quando lembro essa passagem franqueza me dá arrepio<br />
Parece que a friagem das costas ainda não saiu&#8221;</em></p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Almir Sater</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/almir-sater/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 15:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais&#8230;&#8221; Almir Sater, um poeta de alma sertaneja. Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) em 14 de novembro de 1956. Apaixonado pelo Pantanal e por toque de viola, desde criança, quando ouvia seu ídolo Tião Carreiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais&#8230;&#8221;</p>
<p>Almir Sater, um poeta de alma sertaneja.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-118" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="140" />Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) em 14 de novembro de 1956. Apaixonado pelo Pantanal e por toque de viola, desde criança, quando ouvia seu ídolo Tião Carreiro nas rádios, sonhava em comprar sua própria fazenda e levar uma vida tranquila em contato com a natureza pantaneira. E foi assim, trilhando caminho próprio, que Almir conseguiu destaque no cenário nacional sem esquecer suas raízes e sem se deixar levar pela onda do &#8220;sertanejo comercial&#8221; que movimenta milhões no mercado brasileiro.</p>
<p>Chegou a cursar faculdade de Direito no Rio de Janeiro. Certo dia, na cidade maravilhosa, topou com dois mineiros tocando viola no Largo do Machado. Tinha vinte e poucos anos e decidiu nesse momento largar a faculdade, &#8220;&#8230;aí vi os mineirinhos na praça e pensei, vou pro Mato Grosso. Viola e Rio de Janeiro não combinam&#8230;&#8221;. Nesta altura, Almir, que já havia cursado três vezes o primeiro ano de direito, voltou para sua terra natal e criou um grupo de pesquisa de Música Caipira. Também montou uma dupla chamada &#8220;Lupe e Lampião&#8221;, que em 1978 ficou em quarto colocado no &#8220;Festival Sertanejo&#8221; da TV Record.</p>
<p>Sempre ouviu muitas músicas, de todos os gêneros. &#8220;Sofri a influência de vários músicos. Nunca estudei, não me orgulho disso, mas é um fato. Então o que sempre me ajudou foi escutar muitos discos, músicos e daí partir para um estudo mais aprofundado&#8221;.</p>
<p>Em 1976, Tião Carreiro já havia inventado o Pagode Caipira. Almir ouvia seus discos e também os &#8220;reouvia e interrompia&#8221;, para que pudesse entender os acordes e as puxadas. &#8220;Tião gostava de samba e foi trazendo seu &#8220;swing&#8221; para a viola, misturando acordes de violão e viola, um completando o outro, porque um sem o outro não balança&#8221;. Alguns anos depois Almir encontrou com Tião num festival. Em &#8220;péssima hora&#8221;. &#8220;Bêbado, feito um gambá&#8221;, Almir não conseguiu conversar com ele, mas lhe pediu que afinasse sua viola. &#8220;Foi a única vez que eu cantei bêbado, pra nunca mais!&#8221;.</p>
<p>Como compositor dedicou atenção especial aos temas da região pantaneira, seu habitat natural. Suas canções contam histórias de rios, canoas, boiadas, peões, pássaros, folclore e amizades. Tudo com muita poesia, leveza e originalidade. Com este perfil autêntico e independente Almir se firmou na década de 80 como um músico singular. Passeou livremente pelas mais variadas canções, de Villa-Lobos aos pagodes de Tião Carreiro.</p>
<p>Em São Paulo participou da &#8220;Cooperativa Musical&#8221;, onde teve a oportunidade de tocar junto com nomes de peso como Alzira Espíndola, Carlão de Souza, Paçoca, Zé Gomes, Grupo Bendengó e muitos outros. Como &#8220;nenhum deles tinha banda&#8221;, então &#8220;um tocava com o outro&#8221;. Numa dessas apresentações com a Cooperativa, Almir recebeu o convite da Continental para gravar seu primeiro disco, em 1981, o LP &#8220;Almir Sater&#8221;.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-120" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater_1.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="139" />Na época Tião Carreiro também fazia parte da Continental. Almir encontrou com Tião no corredor da gravadora. Foi aquela emoção. Almir se referiu ao episódio do festival, do qual Tião nem se lembrava. &#8220;Eu disse que era seu fã e ele ficou surpreso, porque não imaginava que sua música pudesse ter chegado ao pessoal mais novo. De fato, aquelas modas nunca chegaram perto da minha geração. Nosso papo fluiu e ficamos amigos. Eu sempre curioso, ele sempre vaidoso de ter uma pessoa perguntando as coisas. Eu me sentava na sua frente e dizia &#8220;faz de novo, repete, deixa eu ver&#8221;. O toque de um violeiro é muito especial, difícil de ser assimilado, tem que escutar muito pra entender o caminho das mãos. Aprendi a fazer a batida do Tião, puxando pro meu jeito&#8221;. A empatia entre eles foi grande e Tião participou da gravação do primeiro disco do Almir Sater.</p>
<p>Com o lançamento do primeiro disco foi saudado pela imprensa como &#8220;um jovem músico que reinventa o toque de viola&#8221;. O som da fronteira misturado com o interior Paulista e Mineiro às pegadas do Blues, chegava ao público dos grandes centros. Como ninguém Almir Sater aliou a tradição da viola a uma linguagem contemporânea de sua geração. Como Joan Baez e Bob Dylan, Almir também é devoto do folk.</p>
<p>Em 1985 (quando já havia lançado seu segundo disco, &#8220;Doma&#8221;, 1982) montou a &#8220;Comitiva Esperança&#8221;, que viajou pelo Pantanal Mato-Grossense pesquisando a música e os costumes da região. Depois de lançar outros discos e abrir o &#8220;Free Jazz Festival&#8221; de 1989, Almir Sater atuou na novela &#8220;Pantanal&#8221;, da extinta TV Manchete. A participação como ator levou sua imagem de galã pantaneiro para todos os cantos do Brasil, como consequência suas canções também ganharam projeção nacional.</p>
<p>Ainda em 1982 surgiu a parceria com outro poeta da música brasileira, Renato Teixeira. Foi o início de uma longa amizade com excelentes composições. A primeira delas foi a música &#8220;Peão&#8221; que abriu o lado A do disco &#8220;Doma&#8221;. Outra canção que está eternizada em nossa cultura é &#8220;Tocando em Frente&#8221; talvez a mais bela composição da dupla, uma verdadeira obra de arte! Com Renato Teixeira, &#8220;Almir encontrou um semelhante, um vizinho de alma, identificando-se com sua forma de cantar e compor, e também na maneira de conduzir a carreira&#8221;.</p>
<p>Em 1989, foi aos Estados Unidos participar do International Fair Festival e a Continental aproveitou para gravar o disco &#8220;Rasta Bonito&#8221; em Nashville, a capital da &#8220;Country-Music&#8221;, caprichando no retorno do artista ao respectivo selo. Com violonistas, gaitistas e tocadores de banjo americanos, durante dois dias e meio ficou no estúdio, inteiramente à vontade, &#8220;mostrando por que é um dos maiores instrumentistas do mundo&#8221;, de acordo com seu parceiro e compadre Renato Teixeira.</p>
<p>Aproveitando o sucesso da novela Pantanal, atuou logo em seguida, como protagonista, na novela &#8220;Ana Raio e Zé Trovão&#8221;, também da TV Manchete. Após o final da novela resolveu afastar-se da televisão para se dedicar à Música. Lançou &#8220;Terra de Sonhos&#8221; em 1994. Em 1996 voltou a televisão, atuando na novela &#8220;O Rei do Gado&#8221;, da Rede Globo. Nesta ocasião interpretou um violeiro que fazia dupla com Sérgio Reis, eram &#8220;Pirilampo e Saracura&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-119" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater_2.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="136" />Embora tenha se mostrado excelente ator, Almir sempre gostou mesmo de compor, cantar e, principalmente, tocar viola. &#8220;O som da viola sempre me fascinou. É um sentimento e eu nunca soube por que. É a minha sina. No Mato Grosso não tem quase violeiro, Dona <a title="Conheça a história da dama da viola" href="http://prosacaipira.com.br/helena-meirelles-a-dama-da-viola/" target="_blank">Helena Meirelles</a> para mim foi uma surpresa. Conheci alguns poucos, influenciados pelos mineiros. Lá não tem tradição de viola, só de violão, sanfona e harpa paraguaia, música de fronteira. Viola e Boi é uma combinação tão perfeita quanto Goiabada e Queijo&#8221;.</p>
<p>Além do mestre Tião Carreiro, a Viola do Mineiro Renato Andrade também se situa no primeiro time de sua admiração.  Violeiro de muitos recursos, adotou para a maior parte de sua obras a afinação &#8220;Cebolão&#8221;, nas suas variações (em Mi Maior ou em Ré Maior), mas gosta de sua viola em Dó Maior, afinação que descobriu e nunca viu ninguém fazer. É invenção sua. Almir desenvolveu um estilo próprio para tocar a viola, o som do seu ponteado é inconfundível.</p>
<p>Embora o som da sua viola tenha ficado conhecido pelo grande público através da televisão, Almir Sater acredita que o instrumento não vá se popularizar fora das regiões em que já é parte da cultura. &#8220;É um instrumento muito primitivo, limitado, dífícil de se tocar, aprisionado por afinações que a incompatibilizam com um instrumento afinado de forma diferente. Porque, se for para harmonizar, fazer acordes, não é viola. Ela tem que ter ressonância, tem que se alimentar dos bordões, e se você toca viola como toca violão, não vai funcionar. O Zé Coco do Riachão era uma exceção, tocava com afinação de violão, mas com a concepção de viola. Ela é para poucos, está no sangue.&#8221;</p>
<p>Um dos maiores desafios, na opinião de Almir Sater, é se manter livre de rótulos. &#8220;Isto é um desafio pra mim. Faço a música caipira que eu ouvia no rádio, mas tenho influências do Interior do Brasil. Das minhas composições, 80% não tem nada a ver com música caipira. &#8220;Tocando em Frente&#8221; é um rasqueado, só que não é tocado como tal, &#8220;Moura&#8221; está mais para o &#8220;Choro&#8221;, &#8220;Cristal&#8221; é um Estudo, &#8220;Um Violeiro Toca&#8221; é música de viola, mas não é caipira. Mas, pode me chamar de caipira.&#8221;</p>
<p>Com o sucesso conquistado Almir pôde realizar um sonho de criança, ter uma fazenda no Mato Grosso do Sul e levar a vida tocando viola.</p>
<p>Sobre a vida no Pantanal ele é direto e sem rodeios: &#8220;se não tivesse que pagar as contas, não saía do Pantanal. Tudo ali é favorável ao isolamento, na fazenda Campo Novo, região do Rio Negro, a 250 Km de Campo Grande-MS. Durante quatro ou cinco meses por ano, é possível chegar à cidade de carro. Nos outros meses, na tradicional cheia, só de avião. O cenário é único e, para viver nesse lugar de geografia, flora e fauna deslumbrantes é preciso ter o espírito pantaneiro, aventureiro e sereno, paciente como os ciclos da natureza. O que me fascina é o espaço que eu tenho, a imensidão que é aquilo. Aquela paisagem toda, e é tudo da gente. Vivo da música, mas também mexo com frigorífico, vendo boi gordo, o que ajuda no custeio da família.&#8221;</p>
<p>Almir Sater cantando &#8220;Brasil Poeira&#8221; no Teatro Municipal de Americana &#8211; SP &#8220;Lulu Benencase&#8221;<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="482" height="387" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6dgkkmynl1I?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="482" height="387" src="http://www.youtube.com/v/6dgkkmynl1I?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>* As declarações de Almir Sater foram colhidas integralmente do livro &#8220;Música Caipira &#8211; Da Roça Ao Rodeio&#8221; da escritora Rosa Nepomuceno.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
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		<title>O disco de 78 rotações</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 00:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[O nascimento da música caipira está intimamente ligado ao disco de 78 rpm (&#8220;o bolacha&#8221;). O 78 rotações apresentava duas canções, uma de cada lado, e foi ele que determinou o tamanho das músicas. Inezita Barroso diz que a música caipira traz muitos elementos religiosos e de festas tradicionais da roça como folia de reis, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nascimento da música caipira está intimamente ligado ao disco de 78 rpm (&#8220;o bolacha&#8221;).</p>
<p>O 78 rotações apresentava duas canções, uma de cada lado, e foi ele que determinou o tamanho das músicas. Inezita Barroso diz que a música caipira traz muitos elementos religiosos e de festas tradicionais da roça como folia de reis, congadas e divinos, e a mistura de todas estas tradições deixou a música sem um tempo determinado. &#8220;No começo o caipira começava a cantar e não parava mais&#8221; brinca Inezita.</p>
<p>A própria Inezita quando foi gravar a &#8220;Moda da Pinga&#8221; teve que cortar alguns pedaços da música original para caber no disco. Com o disco de 78 rotações as músicas caipiras passaram a apresentar uma média de duração de 3 minutos, padrão que se mantém até hoje.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Livro, Vida e Arte de Zé Fortuna e Pitangueira</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 14:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro, escrito por Euclides Fortuna, o Pitangueira, retrata a vida e a carreira artística de um dos trios mais famosos nas décadas de 50 e 60: Os Maracanãs – Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fóle, que se tornaram conhecidos na época como “Os Reis do Teatro”. Em suas excursões pelo Brasil a fora, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-114" title="Vida e Arte de Zé Fortuna e Pitangueira" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/livro_ze_fortuna.jpg" alt="Vida e Arte de Zé Fortuna e Pitangueira" />O livro, escrito por Euclides Fortuna, o Pitangueira, retrata a vida e a carreira artística de um dos trios mais famosos nas décadas de 50 e 60: Os Maracanãs – Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fóle, que se tornaram conhecidos na época como “Os Reis do Teatro”. Em suas excursões pelo Brasil a fora, com a Companhia Teatral Maracanã, levaram um mundo de sonhos e fantasias, para os mais distantes e quase inacessíveis rincões deste nosso país, num tempo em que a mídia televisiva ainda não havia dominado nossos lares, com as atuais telenovelas.</p>
<p>O livro fala então dessa saga, que se inicia na Itália, com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, entre eles, os pais de José Fortuna e Pitangueira, a infância na pequena Itápolis, os devaneios, o desejo ardente de vencer na Arte que escolheram e serem reconhecidos, a inspiração que vibrou em José Fortuna em seus sessenta anos de vida, até sua partida em 1983. É um retrato fiel e apaixonado do irmão Euclides, direcionado a todos os que admiram a música raiz e o circo-teatro, e uma lição de vida e coragem,  a todos aqueles que têm um ideal a perseguir e conquistar.</p>
<p>_ Editora: FORTUNA<br />
_ Páginas: 230<br />
_ Autor: Euclides Fortuna<br />
_ Link para comprar o livro: http://www.josefortuna.com.br/contato_livro.php</p>
<p>_ Esta foi uma indicação do companheiro Afonso Celso Barreiros.</p>
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