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	<title>Prosa Caipira - tudo sobre cultura e música caipira &#187; A Música Caipira</title>
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		<title>Folia de Reis</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 15:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[Festejo de origem portuguesa, a Folia de Reis é uma comemoração ligada ao culto católico no período do Natal.
A festa encena a história da visita dos 3 reis magos (Melchior, Baltasar e Gaspar) a Jesus. Quando a data de nascimento de Jesus foi fixada em 25 de dezembro, o dia 6 de janeiro passou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Festejo de origem portuguesa, a Folia de Reis é uma comemoração ligada ao culto católico no período do Natal.</p>
<p>A festa encena a história da visita dos 3 reis magos (Melchior, Baltasar e Gaspar) a Jesus. Quando a data de nascimento de Jesus foi fixada em 25 de dezembro, o dia 6 de janeiro passou a representar o dia da visita dos reis magos ou o &#8220;Dia de Reis&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-108" title="Folia de Reis" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/02/folia-de-reis.jpg" alt="Folia de Reis" />No Brasil os grupos de &#8220;Folia de Reis&#8221; ou &#8220;Terno de Reis&#8221; realizam visitas nas casas no período de dezembro até 6 de janeiro. Os grupos cantam e tocam musicas alegres em louvor ao nascimento de Jesus. Muitos dos grupos são motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo é formado por músicos regionais que tocam instrumentos como tambores, reco-reco, rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e do arcodeon (também conhecido em algumas regiões como sanfona ou gaita).</p>
<p>Além dos músicos e cantores, o grupo muitas vezes é formado também por dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.</p>
<p>As canções apresentam temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões. A canção de chegada, onde o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, são momentos típicos que emocionam muitas pessoas.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-109" title="Folia de Reis" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/02/folia-de-reis1.jpg" alt="Folia de Reis" />No Sul de Minas um grupo de Folia de Reis é composto da Bandeira ou Estandarte que é decorado com figuras alusivas ao menino Jesus, ou mesmo com palavras relativas a data. Outro componente importante é o Bastião que se veste de modo característico, mascarado e sempre porta uma espada, este tem a função de folião propriamente dito, levando alegria por onde a folia passa, e como que abrindo caminho para a passagem da Folia que de certa forma representa os próprios Reis Magos. O Bastião tem também a função de citar textos bíblicos e recitar poesias alusivas. Na sequência o grupo de vozes se organiza em Mestre, Ajudante, Contrato, Tipe, Retipe, Contratipe, Tala, ou Finório. O Mestre, por sua vez, tem papel especial de iniciar o canto, que é feito em versos e de improviso, agradecendo os donativos da casa visitada. Os outros componentes então repetem os versos, cada qual em sua voz, na cadência definida pelo Mestre, acompanhados pelos instrumentos que portam.</p>
<p>Exemplo de verso de Folia de Reis:</p>
<p><em>A esmola que vóis dá / Nois viemo arrecebê / O glorioso santo Reis / É quem vai agradecê.</em></p>
<p><em>Santo Reis pede esmola / Não é ouro nem dinhêro / Ele pede um agitoru (adjutório) / Um alimento pros festero.</em></p>
<p><em>Ó de casa, ó de casa / Alegra esse moradô / Que o glorioso santo Reis / Na sua porta chegô.</em></p>
<p><em>Aqui está o santo Reis  / Meia-noite foras dora / Procurou vossa morada / Pedino a sua ismola.</em></p>
<p><em>Sôr dono da casa / Vem abri as portaria / Recebê santo Reis / Com sua nobre folia.</em></p>
<p><em>Sôr dono da casa / Alegra o seu coração / Arreceba santo Reis / Com todos os seus folião.</em></p>
<p><em>Concluímo este canto / Fazeno o siná da cruz / Pade, Fio, Esprito Santo / Para sempre, amém Jesus.</em></p>
<p><em>Santos Reis vai despedindo / Deixando muita saudade. / Vai deixando muita benção  / Pro povo desta cidade. </em></p>
<p>Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia. Bastante conhecida, a folia de Reis é realizada no interior de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, existindo diferenças no modo de cantar e dançar dos grupos que a representam.</p>
<p>A Folia de Reis é responsável pela formação de muitos violeiros da nossa música caipira. Que continue sempre assim!</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis<br />
http://foliadereis.com.br</p>
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		<title>Os Caipiras do estado de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 10:54:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[O estado de São Paulo foi o grande berço da música caipira. Das terras paulistas nasceram cantores, violeiros e compositores que fizeram e contaram a história do Brasil caipira. Do litoral ao interior, passando pela capital do estado, a caipirada floresceu. A seguir apresento uma lista (que não é definitiva) das cidades e seus respectivos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estado de São Paulo foi o grande berço da música caipira. Das terras paulistas nasceram cantores, violeiros e compositores que fizeram e contaram a história do Brasil caipira. Do litoral ao interior, passando pela capital do estado, a caipirada floresceu. A seguir apresento uma lista (que não é definitiva) das cidades e seus respectivos artistas.</p>
<p>Agudos: Palmeira<br />
Araraquara: Cascatinha<br />
Araras: Inhana<br />
Barretos: Florêncio<br />
Bofete: Carreirinho<br />
Botucatu: Raul Torres, Serrinha<br />
Cordeirópolis: João Pacífico<br />
Guaratinguetá: Lourival dos Santos<br />
Itajobi: Vieira e Vieirinha, Liu e Léu, Zico e Zeca<br />
Itapetininga: Teddy Vieira<br />
Itápolis: José Fortuna<br />
Itaporanga: Angelino de Oliveira<br />
Jaú: Marrueiro<br />
Mogi das Cruzes: Anacleto Rosas Junior<br />
Ourinhos: Mary Galvão<br />
Palmital: Marilene Galvão<br />
Paraguaçu Paulista: Nhô Pai<br />
Penápolis: Sulino<br />
Pratânia: Tinoco<br />
Santa Cruz do Rio Pardo: Zilo e Zalo<br />
Santos: Renato Teixeira<br />
São Carlos: Pardinho<br />
São Joaquim da Barra: Rolando Boldrin<br />
São Luiz do Paraitinga: Elpídio dos Santos<br />
São Manuel: Tonico<br />
São Paulo: Inezita Barroso, Sérgio Reis<br />
Tietê: Cornélio Pires, Ariovaldo Pires (Capitão Furtado)</p>
<p>&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Freire, Paulo. Eu Nasci Naquela Serra. São Paulo: Paulicéia, 1996.<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Histórias e causos da música caipira</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 16:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo caipira sempre foi rodeado de causos do outro mundo. Com os violeiros a história não foi diferente.
Existem inúmeras histórias de violeiros que, para dominarem todos os acordes da viola, venderam a alma para o &#8220;bicho-ruim&#8221;, outros tantos fizeram promessas a São Gonçalo, batismos de viola, simpatias com cobras venenosas. Ainda hoje não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo caipira sempre foi rodeado de causos do outro mundo. Com os violeiros a história não foi diferente.</p>
<p>Existem inúmeras histórias de violeiros que, para dominarem todos os acordes da viola, venderam a alma para o &#8220;bicho-ruim&#8221;, outros tantos fizeram promessas a São Gonçalo, batismos de viola, simpatias com cobras venenosas. Ainda hoje não é difícil encontrar um violeiro que traga dentro da viola um guizo de cascavel.</p>
<p>Todas estas histórias alimentaram, e continuam alimentando, o mundo da música caipira. Renato Andrade, o violeiro dos mil acordes, falecido em 2005, é o que melhor personifica a mística que envolve a viola caipira. Renato alimentou muitas histórias, com seu humor característico. Em suas apresentações contava causos em que se encontrou com o coisa-ruim, porém, todos eles terminavam com um chamado a Nossa Senhora, que lhe salvava na hora &#8220;H&#8221;.</p>
<p>Andrade contava que sua fama de &#8220;violeiro que fez um pacto com o dito-cujo&#8221; começou quando jovem, ainda em Abaeté, foi tocar na casa de um fazendeiro. &#8220;A viola não tinha estojo e eu a deixei virada para cima. Um rato passou pelas cordas e ficou preso nelas, fazendo com que soassem no meio da noite. O pessoal saiu dizendo que a viola do Renato tocava sozinha&#8221;.</p>
<p>Almir Sater, quando interpretou o violeiro Trindade na novela Pantanal da rede Manchete, em 1990, levou a mística caipira para a televisão brasileira. Seu personagem detinha grande intimidade junto ao cramunhão e sua viola tocava &#8220;sozinha&#8221; pelas noites do pantanal. Para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, o próprio Almir diz que &#8220;a viola não é apenas um instrumento, é uma concepção&#8221;.</p>
<p>Os causos correram as estradas do Brasil no lombo de burros e mulas junto com os tropeiros e até hoje alimentam os mistérios e sonhos do cantar caipira.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999</p>
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		<title>História da viola</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/historia-da-viola-caipira-tipos-de-afinacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 11:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[Trazida para o Brasil pelas mãos dos jesuítas portugueses no final do século 16, a viola teve participação especial como instrumento de catequisação dos Índios. Ganhou território, percorreu estradas no lombo de burros e mulas, conquistou corações e foi instrumento fundamental na construção da cultura caipira. Foi um casamento perfeito, o caipira e a viola.
De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trazida para o Brasil pelas mãos dos jesuítas portugueses no final do século 16, a viola teve participação especial como instrumento de catequisação dos Índios. Ganhou território, percorreu estradas no lombo de burros e mulas, conquistou corações e foi instrumento fundamental na construção da cultura caipira. Foi um casamento perfeito, o caipira e a viola.</p>
<p>De origem portuguesa, a viola nas terras do além-mar era conhecida com o nome de Braguesa por ter surgido na cidade de Braga. Desde o início apresentava um conjunto de 5 pares de cordas. No Brasil é conhecida por vários nomes, como, viola caipira, viola sertaneja, viola cabocla, viola de dez cordas ou viola de arame.</p>
<p>O caipira logo se identificou com aquele instrumento de som metálico, menor que o violão e com a cintura de suas curvas mais acentuada. No início as cordas da viola eram feitas de tripa de animal, posteriormente o caipira começou a tocar viola com cordas de arame. Uma das características mais marcantes da viola é sua livre afinação. Ivan Vilela, violeiro, pesquisador e professor universitário de viola, diz que no Brasil existem entre vinte e vinte e cinco tipos de afinação para a viola. Dentre as mais conhecidas podemos destacar:</p>
<p>_ Cebolão: mi, mi/ si, si/ sol sustenido oitavado, sol sustenido/ mi oitavado, mi/ si oitavado, si. Esta é a afinação mais popular nas rodas de viola, ganhou este nome pois quando um violeiro tocava o som da viola era tão bonito que fazia a cabocla chorar de emoção.</p>
<p>_ Rio-Abaixo: ré, ré/ si, si/ sol oitavado, sol/ ré oitavado, ré/ sol, sol oitavada abaixo. Esta afinação é bastante presente no norte de Minas Gerais.</p>
<p>Tem também as afinações Boiadeira, Natural, Guitarra, Paraguassu, e tantas outras. No cenário caipira alguns artistas se dedicaram a um tipo de afinação, outros percorreram vários métodos nos braços da viola. Renato Andrade, violeiro dos mil acordes, tocava em várias afinações. Tião Carreiro foi fiel a afinação Cebolão. Almir Sater tem nas afinações Rio-Abaixo e Cebolão suas preferidas.</p>
<p>A incrível <a title="Helena Meirelles" href="http://prosacaipira.com.br/helena-meirelles-a-dama-da-viola/" target="_blank">Helena Meirelles</a> não sabia ao certo explicar qual o tipo de afinação que ela utilizava, &#8220;é um tipo da afinação Paraguassu, lá do Pantanal&#8221; dizia ela. Renato Teixeira, com seu tradicional bom humor, costuma dizer que o violeiro passa metade da vida tocando e a outra metade afinando a viola.</p>
<p>A fabricação da viola sempre foi uma arte, com capítulo a parte na história. A busca pelo instrumento com som perfeito sempre foi percorrida por vários profissionais artesãos, os chamados Luthiers. Hoje em dia o material mais utilizado na fabricação da viola são: lâminas de cedro na lateral, fundo e braço, jacarandá na escala e pinho no tampo.</p>
<p>No Mato Grosso existe a viola de cocho, que é esculpida em um tronco de madeira maciça. A primeira viola de Tinoco, na década de 1930, foi feita a canivete por um bugre, esculpida em tronco de árvore, com cordas de arame.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999</p>
<p>Internet<br />
<a title="Viola Xadrez" href="http://www.violaxadrez.com.br" target="_blank">http://www.violaxadrez.com.br</a><br />
<a title="Entrevista Ivan Vilela" href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/3265/entrevistas/pela-porta-da-frente.htm" target="_blank">http://www.agencia.fapesp.br/materia/3265/entrevistas/pela-porta-da-frente.htm</a></p>
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		<title>Toada</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/toada/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 10:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[A toada é talvez o gênero mais gostoso da música caipira. De cantar manso e letras ricas, embalou e conquistou muitos apaixonados pela música caipira. João Pacifico foi o maestro do gênero, algumas das toadas mais gravadas ao longo da história são de sua autoria.
Em 1937, com a música &#8220;Chico Mulato&#8221;, João Pacífico criou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A toada é talvez o gênero mais gostoso da música caipira. De cantar manso e letras ricas, embalou e conquistou muitos apaixonados pela música caipira. João Pacifico foi o maestro do gênero, algumas das toadas mais gravadas ao longo da história são de sua autoria.</p>
<p>Em 1937, com a música &#8220;Chico Mulato&#8221;, João Pacífico criou a &#8220;toada histórica&#8221; ao inserir uma declamação no início da música. A declamação era uma espécie de introdução da história que seria cantada.</p>
<p>João Pacífico declamando &#8220;Chico Mulato&#8221; ao lado de Adauto Santos no violão.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/789-behhGVE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/789-behhGVE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Crédito do vídeo &#8211; <a title="João Pacífico cantando Chico Mulato" href="http://www.youtube.com/watch?v=789-behhGVE" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=789-behhGVE</a></p>
<p>Algumas toadas que fizeram história na música caipira, e continuam fazendo sucesso até hoje:<br />
_ Cabocla Teresa (Raul Torres, João Pacífico)<br />
_ Pindo d&#8217;Água (Torres, Pacífico)<br />
_ Mágoa de Boiadeiro (Nonô Basilio, Índio Vago)</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Sant&#8217;Anna, Romildo. A Moda é Viola: ensaio do cantar caipira. São Paulo: Arte &amp; Ciência; Marília, SP: Ed. Unimar, 2000.<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
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		<item>
		<title>Cronologia da música caipira</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/cronologia-da-musica-caipira-historia-moda-viola/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[A música caipira viveu seus melhores momentos, e também os piores, no século 20. A seguir apresento a cronologia de surgimento dos principais personagens, compositores e cantores, da música caipira.
Década de 1920, início da revolução musical caipira.
_ Cornélio Pires e seus caipiras, Ferrinho, Sebastião Ortiz de Camargo, Caçula e Mariano (tio e pai, respectivamente, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A música caipira viveu seus melhores momentos, e também os piores, no século 20. A seguir apresento a cronologia de surgimento dos principais personagens, compositores e cantores, da música caipira.</p>
<p><strong>Década de 1920</strong>, início da revolução musical caipira.<br />
_ Cornélio Pires e seus caipiras, Ferrinho, Sebastião Ortiz de Camargo, Caçula e Mariano (tio e pai, respectivamente, do sanfoneiro Caçulinha), Arlindo Santana e Zico Dias. Cornélio foi o autor do <a title="Primeiro disco caipira" href="http://prosacaipira.com.br/o-primeiro-disco-caipira/">primeiro disco caipira</a> gravado em 1929.</p>
<p><strong>Década de 1930</strong>, formação das primeiras duplas.<br />
_ Arlindo Santana e Joaquim Teixeira.<br />
_ Alvarenga e Ranchinho.<br />
_ Capitão Furtado, dentre outros feitos históricos foi ele quem deu nome a dupla Tonico e Tinoco.<br />
_ Irmãos Laureano.<br />
_ Jararaca e Ratinho.<br />
_ João Pacífico, compositor de grandes sucessos como Cabocla Tereza, Chico Mulato e Pingo d&#8217;Agua.<br />
_ José Rielli.<br />
_ Mariano e Cobrinha.<br />
_ Raul Torres e Serinha. O primeiro, ainda nesta década, formou dupla com o grande violeiro Florêncio.<br />
_ Torres e Florêncio. Raul Torres foi ao Paraguai em 1935 e reivindicou a introdução dos rasqueados e guarânias na música caipira, que nesta época era chamada de música sertaneja. Hoje o termo &#8220;sertanejo&#8221; é sinônimo de música romântica de qualidade questionável, infelizmente.</p>
<p><strong>Década de 1940</strong>, consolidação da música caipira.<br />
_ Anacleto Rosas Junior, compositor de sucessos como Cavalo Preto e Os Três Boiadeiros.<br />
_ Carreirinho.<br />
_ Cascatinha e Inhana, dupla premiada e referência de sucesso, <a title="História de Cascatinha e Inhana" href="http://prosacaipira.com.br/cascatinha-e-inhana-uma-historia-de-amor-e-sucesso/">conheça a linda história de amor e sucesso</a>.<br />
_ José Fortuna, autor, dentre outros grandes sucessos, da adaptação da guarânia Índia, interpretada por Cascatinha e Inhana.<br />
_ Lourival dos Santos.<br />
_ Mário Zan, italiano de nascimento e caipira de coração, criador da música Chalana.<br />
_ Nhô Pai.<br />
_ Palmeira. Na década seguinte se tornou diretor musical da gravadora Chantecler e criou, em 1959, o selo sertanejo.<br />
_ Tonico e Tinoco, dupla de irmãos sinônimo de sucesso e autenticidade.<br />
_ Zé Carreiro.</p>
<p><strong>Década de 1950</strong>, período de ouro da música caipira.<br />
_ Teddy Vieira, compositor do primeiro escalão caipira.<br />
_ Tião Carreiro e Pardinho, entre idas e vindas, uma dupla que transcendeu o tempo e balançou o chão brasileiro.<br />
_ Sulino e Marrueiro.<br />
_ Vieira e Vieirinha, levaram a <a title="Conheça a catira" href="http://prosacaipira.com.br/catira-ou-caterete/">catira</a> (que andava meio esquecida) para a música caipira.<br />
_ Irmãs Galvão.<br />
_ Biá.<br />
_ Pedro Bento e Zé da Estrada, dupla que trouxe a cultura mexicana para a música caipira. Exageraram nos trajes e trejeitos mexicanos.<br />
_ Goiá.<br />
_ Silveira e Silveirinha.<br />
_ Dino Franco.<br />
_ Inezita Barroso, a paulista de classe média apaixonada por cultura caipira.<br />
_ Zacharias Mourão, compositor de Flor Matogrossense e Pé de Cedro.<br />
_ Zico e Zeca.<br />
_ Zilo e Zalo.<br />
_ Elpídio dos Santos, autor das canções de 23, dos 32, filmes de Mazzaropi.<br />
_ Liu e Léu, irmãos de Zico e Zeca, primos de Vieira e Vieirinha. Família com talento de sobra.</p>
<p><strong>Década de 1960</strong>, início da desaceleração.<br />
A música caipira começou a perder espaço com o avanço da televisão, principalmente para a bossa nova. Como bem definiu Rosa Nepomuceno neste período a música caipira saiu da sala do brasileiro e foi para o quintal, acompanhando o rádio.<br />
_ Abel e Caim.<br />
_ Caetano Erba.<br />
_ Moacir Franco.<br />
_ Paraíso.<br />
_ Sérgio Reis, com um pé na jovem guarda.<br />
_ Téo Azevedo.</p>
<p><strong>Década de 1970</strong>, últimos suspiros de uma época áurea.<br />
_ Renato Andrade.<br />
_ Renato Teixeira, poeta caipira, lançou em 1973 o clássico Romaria.<br />
_ Cacique e Pajé</p>
<p>De 1970 pra frente a música caipira vêm atravessando caminhos tortuosos. O movimento de &#8220;modernização&#8221; da música caipira culminou com o nascimento do chamado &#8220;jovem sertanejo&#8221;, que trouxe instrumentos eletrônicos e composições que nada tem a ver com o ambiente e a vida do caipira.</p>
<p>O que traz esperanças para os apaixonados pela autêntica música de raiz são os artistas que lutam bravamente para manter viva nossa história, dentre os que merecem destaque encontramos Almir Sater que despontou para o sucesso nos anos 80.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>A viola e a música caipira no século XXI</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista, e apaixonado por música caipira, José Hamilton Ribeiro em seu livro &#8220;Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos&#8221; defende a teoria de que hoje a música sertaneja (aquela que tem origem no sertão) está dividida em três correntes distintas. As três vertentes que José Hamilton se refere são: suburbana, urbana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista, e apaixonado por música caipira, José Hamilton Ribeiro em seu livro &#8220;Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos&#8221; defende a teoria de que hoje a música sertaneja (aquela que tem origem no sertão) está dividida em três correntes distintas. As três vertentes que José Hamilton se refere são: suburbana, urbana e rural.</p>
<p><strong>Suburbana</strong><br />
É a vertente representada pelos jovens sertanejos e que move rios de dinheiro para as grandes gravadoras. O tal &#8220;sertanejo universitário&#8221;, como é conhecido, apresenta canções de qualidade questionável, tanto do ponto de vista da melodia quanto das composições. Esta corrente rompeu definitivamente com a música sertaneja de raiz, a única característica que se mantém é o cantar em dupla. As letras em sua maioria abordam temas vulgares e apelativos, o som da viola desapareceu e deu lugar aos instrumentos eletrônicos.</p>
<p>Ivan Vilela, violeiro e pesquisador, afirma que &#8220;a música sertaneja é a caipira mesmo. O que existe hoje é o romântico sertanejo. É um outro segmento que está muito mais próximo da música romântica do que da música caipira&#8221;.</p>
<p>Outra característica evidente no meio dos jovens sertanejos é a constante regravação de músicas de raiz. Música de boa qualidade permanece viva, independente do tempo, e sempre encontrará espaço abundante num mercado carente de qualidade e originalidade. É raro encontrar uma dupla sertaneja que nunca tenha gravado, por exemplo, &#8220;Saudades da Minha Terra&#8221; ou &#8220;Pagode em Brasília&#8221;. Isso comprova que o público consumidor ainda está, mesmo que inconscientemente, ligado as boas canções caipiras, ou seja, há esperanças.</p>
<p><strong>Urbana</strong><br />
Representada por artistas e estudiosos da viola. São os caipiras que possuem curso superior. É a presença da viola caipira nas universidades, orquestras de viola e concertos. Ivan Vilela é o responsável por levar a viola para a universidade. Em 2005 fundou o curso de bacharelado em viola caipira na Universidade de São Paulo (USP). Ivan diz que  &#8220;a viola está muito desenvolvida em vários rincões do Brasil. E isso foi percebido por pesquisadores&#8221;.</p>
<p>Os patriarcas da nossa música caipira (Cornélio Pires, João Pacífico, Teddy Vieira, Tião Carreiro, Florêncio, Sulino, dentre outros) certamente estariam orgulhosos com o destaque que a viola está conquistando em pleno século XXI, transcendendo o meio caipira e ganhando status nos grandes centros. Este movimento de ascensão esta sendo liderado por uma moçada que se encontra com a paixão pela música nos bancos das universidades, que tocam desde Tião Carreiro até Villa Lobos nas dez cordas da viola.</p>
<p><strong>Rural</strong><br />
Segundo José Hamilton Ribeiro é a vertente mais fragilizada dentre as três. Infelizmente que seja assim. É o grupo que luta para manter viva a autêntica música de raiz, abordando letras com temas sobre a vida simples do campo, animais, causos e a natureza. As canções conservam as características dos anos 50 e 60. São bravos caipiras que nadam contra a maré imposta pela mídia e pelas grandes gravadoras. Em sua maioria gravam discos através de selos independentes.</p>
<p>Dentre a safra de caipiras contemporâneos que lutam para manter a tradição podemos destacar Zé Mulato e Cassiano, Cesar e Caio, Marcos Mesquita, Mazinho Quevedo, Juliana Andrade e Jucimara, Jackson Antunes (conhecido artista de novelas e filmes), João Araújo, Chico Lobo e, claro, os poetas da música caipira Almir Sater e Renato Teixeira.</p>
<p>A cultura caipira, mesmo que a duras penas, está conseguindo se manter viva através das rodas de viola que acontecem, principalmente, no interior de São Paulo e Minas Gerais. Como disse Guimarães Rosa no auge de sua sabedoria &#8220;a gente sai do sertão mas o sertão não sai da gente&#8221;. Que assim seja!</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
<p>Internet<br />
Entrevista realizada pela agência FAPESP com o violeiro Ivan Vilela &#8211; http://www.agencia.fapesp.br/materia/3265/entrevistas/pela-porta-da-frente.htm<br />
Universidade de São Paulo &#8211; http://www.eca.usp.br/</p>
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		<title>Catira ou cateretê</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 10:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma dança tipicamente brasileira, de origem indígena, a catira (ou cateretê) ganhou adeptos principalmente no interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. De estrutura muito antiga, se caracteriza pela dança e a batida dos pés e mãos dos catireiros em sincronia, acompanhando o som da viola.
Desde o início se consolidou como uma dança  masculina, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma dança tipicamente brasileira, de origem indígena, a catira (ou cateretê) ganhou adeptos principalmente no interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. De estrutura muito antiga, se caracteriza pela dança e a batida dos pés e mãos dos catireiros em sincronia, acompanhando o som da viola.</p>
<p>Desde o início se consolidou como uma dança  masculina, porém, hoje não é difícil encontrar grupos formados por mulheres. O traje demonstra a organização do grupo e na maioria das vezes é constituído por roupas características do peão de boiadeiro. Chapéu, camisa xadrez ou estampada de mangas compridas, calças lisas e botas. Alguns grupos se apresentam com lenços de boiadeiro amarrados no pescoço. A indumentária feminina segue a mesma linha do traje masculino.</p>
<p>A catira é conhecida desde os tempos da colonização brasileira. Padre José de Anchieta, entre os anos de 1563 e 1597, a incluiu nas festas de São Gonçalo, de São João e de Nossa Senhora da Conceição, da qual era devoto. Teria Anchieta composto versos em seu ritmo e a considerado própria para tais festejos, já que era dançada somente por homens. O cateretê teria sido também importante instrumento no processo de catequisação dos índios.</p>
<p>Vieira e Vieirinha (grande dupla caipira) demonstrando a Catira<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zMDciPEtTzE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/zMDciPEtTzE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Créditos do vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zMDciPEtTzE" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=zMDciPEtTzE</a></p>
<p>Em geral, os grupos são formados por 6 ou 8 catireiros e uma dupla de violeiros. No momento da apresentação os catireiros se organizam em duas fileiras, com os violeiros na extremidade (frente a frente).</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
<p>Internet<br />
http://www.lucianoqueiroz.com/catira.htm<br />
http://www.rosanevolpatto.trd.br/dancacatira.htm</p>
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		<title>Pagode</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/pagode-musica-caipira/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 17:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;nasceu em Três Corações aquele que é o rei da bola
rei do pagode nasceu no braço desta viola&#8221;
(trecho da música &#8220;A Majestade, o Pagode&#8221; de Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
Assim cantou Tião Carreiro, sem falsa modéstia. Nem deveria, até porque não há nenhum exagero em afirmar que Tião Carreiro está para a viola caipira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;nasceu em Três Corações aquele que é o rei da bola<br />
rei do pagode nasceu no braço desta viola&#8221;</em><br />
(trecho da música &#8220;A Majestade, o Pagode&#8221; de Tião Carreiro e Lourival dos Santos)</p>
<p>Assim cantou Tião Carreiro, sem falsa modéstia. Nem deveria, até porque não há nenhum exagero em afirmar que Tião Carreiro está para a viola caipira assim como Pelé para o futebol.</p>
<p>O pagode nasceu na década de 50 quando Tião Carreiro, com sua habilidade inquestionável, começou a criar e experimentar novas maneiras de tocar a viola junto com o violão. Misturando o recorte do catira lento com o recortado mineiro mais expressivo Tião conseguiu fazer a união perfeita entre a viola e o violão dentro de uma mesma canção. Primeiro gravou acordes de violão e em seguida os mesmos acordes, de trás para frente, na viola. Assim nascia um novo ritmo que contagiou o mundo caipira.</p>
<div id="attachment_33" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><img class="size-full wp-image-33" title="tiao_carreiro" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tiao_carreiro.jpg" alt="Tião Carreiro" width="180" height="181" /><p class="wp-caption-text">Tião Carreiro</p></div>
<p>Em uma rádio na cidade de Maringá (PR), Tião Carreiro gravou uma fita com o novo ritmo que havia criado. Em São Paulo apresentou sua criação para Lourival dos Santos e Teddy Vieira (consagrados compositores caipiras). Ao ouvir a fita Lourival disse encantado: &#8220;isso parece um Pagode&#8221;. Assim foi batizado o gênero caipira criado por Tião Carreiro. Na época, em Minas Gerais, a palavra pagode significava festa animada ou baile.</p>
<p>O primeiro pagode gravado foi &#8220;Pagode em Brasília&#8221;, de Teddy Vieira e Lourival dos Santos (<em>&#8220;Quem tem mulher que namora, quem tem burro empacador&#8230;&#8221;</em>). Na mesma época estava sendo construída a cidade de Brasília, daí a homenagem a capital federal na letra da música.</p>
<p><em> </em></p>
<p>O bom pagode exige grande habilidade do tocador no ponteio da viola, que é acompanhado no contratempo pelo violão. Sua estrutura é construída na associação de idéias em que &#8220;uma coisa puxa a outra&#8221;. Tião Carreiro, com seu toque inconfundível e letras inteligentes, foi o grande criador e mestre do pagode.</p>
<p>Alguns pagodes que entraram para a história da música caipira: Pagode em Brasília (Teddy Vieira e Lourival dos Santos), Nove e Nove (Teddy Vieira, Tião Carreiro e Lourival dos Santos), Cavalo Enxuto (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos).</p>
<p>Em tempo, vale destacar que o pagode caipira nada tem a ver com o pagode desenvolvido no Rio de Janeiro. O pagode carioca surgiu bem depois, na década de 80, por influência do samba.</p>
<p>Música &#8220;A Majestade, o Pagode&#8221;<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FoaipWQi_B4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/FoaipWQi_B4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Créditos do vídeo &#8211; <a href="http://www.youtube.com/user/finimtev" target="_blank">http://www.youtube.com/user/finimtev</a></p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Sant&#8217;Anna, Romildo. A Moda é Viola: ensaio do cantar caipira. São Paulo: Arte &amp; Ciência; Marília, SP: Ed. Unimar, 2000.<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
<p>Na Internet<br />
http://www.tiaocarreiro.com.br<br />
http://www.boamusicaricardinho.com</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cururu</title>
		<link>http://prosacaipira.com.br/cururu/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música Caipira]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das mais primitivas expressões da música caipira. Com a influência dos colonizadores portugueses, o cururu tomou a feição dos atos religiosos e rituais de fé europeus. Nasceu como canto religioso marcado por batidas de pé, sofreu modificações e foi se fixando como expressão musical especialmente no interior de São Paulo.
Desafio de Cururu, crédito do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das mais primitivas expressões da música caipira. Com a influência dos colonizadores portugueses, o cururu tomou a feição dos atos religiosos e rituais de fé europeus. Nasceu como canto religioso marcado por batidas de pé, sofreu modificações e foi se fixando como expressão musical especialmente no interior de São Paulo.</p>
<p>Desafio de Cururu, crédito do vídeo &#8211; <a href="http://www.youtube.com/user/onalleoni" target="_blank">http://www.youtube.com/user/onalleoni</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kTpdbOxo9os&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/kTpdbOxo9os&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O Cururu é um canto repentista, improvisado, mas que segue a regra dos versos em carreira, ou seja, com apenas uma rima presente em toda a canção. Além dos tradicionais temas religiosos, há também os de abordagem urbana e circunstancial. O Cururu foi apresentado como espetáculo pela primeira vez em 1910 por Cornélio Pires.</p>
<p>Nhô-Serra fui um cururueiro de grande sucesso e um dos maiores responsáveis por difundir a tradição do Cururu.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Sant&#8217;Anna, Romildo. A Moda é Viola: ensaio do cantar caipira. São Paulo: Arte &amp; Ciência; Marília, SP: Ed. Unimar, 2000.<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
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