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	<title>Prosa Caipira - tudo sobre cultura e música caipira &#187; Caipirada</title>
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	<description>O ponto de encontro dos amantes da moda de viola</description>
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		<title>João Pacífico</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 14:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[João Batista da Silva era neto de escravos e filho de escrava com homem branco. O menino de origem pobre nasceu na fazenda Cascalho, no município de Cordeirópolis (SP), em 05 de agosto de 1909. Dos 10 aos 15 anos morou na cidade de Campinas, onde trabalhou como ajudante de copeiro na casa das irmãs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_211" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/joao_pacifico.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/joao_pacifico.jpg" alt="João Pacífico" title="João Pacífico" width="200" height="245" class="size-full wp-image-211" /></a><p class="wp-caption-text">João Pacífico</p></div>João Batista da Silva era neto de escravos e filho de escrava com homem branco. O menino de origem pobre nasceu na fazenda Cascalho, no município de Cordeirópolis (SP), em 05 de agosto de 1909. Dos 10 aos 15 anos morou na cidade de Campinas, onde trabalhou como ajudante de copeiro na casa das irmãs de Carlos Gomes.</p>
<p>Desembarcou em São Paulo, na Estação da Luz, em plena revolução de 24, aos 15 anos de idade. Chegou na cidade grande sozinho, com uma sacola de roupas velhas e uma carta de recomendação para trabalhar em uma fábrica de tecidos.</p>
<p>&#8220;Quando desci do trem os soldados me perguntaram, &#8216;ô menino, pra onde você vai?&#8217;; eu repondi que ia pra Barra Funda e eles me disseram pra eu correr, pois as seis horas em ponto começava o tiroteio na Avenida Tiradentes. Era guerra com hora marcada&#8221;. </p>
<p>Na capital paulista trabalhou durante 37 anos no Banco Italo-Belga, como office-boy e mais tarde como motorista particular do presidente do banco. Homem elegante, alto e simpático, conquistava as pessoas por onde passava. Suas características lhe renderam o apelido mais do que merecido, Pacífico. Com seu jeito sereno e calmo de ser tornou-se amigo do poeta Mario de Andrade. </p>
<p>Foi o criador da chamada &#8220;Toada Histórica&#8221;, onde as canções apresentam uma declamação introdutória que funciona como aquecimento para a ação que vem a seguir, já na forma de música, cantada em dupla. Foi assim com &#8220;Cabocla Tereza&#8221; e &#8220;Chico Mulato&#8221;, ambas em parceria com <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a>. João Pacífico também foi co-autor, ao lado de seu parceiro preferido, <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a>, de outro hino da música caipira, &#8220;Pingo d&#8217;Agua&#8221;.</p>
<p>Na &#8220;Toada Histórica&#8221;, a declamação que antecede a música precisa ser muito bem falada, sem exageros por parte do cantador. João Pacífico era mestre na arte de declamar, fazia com naturalidade e leveza, sem carregar a letra e sem se tornar enjoativo. Registros apontam que o compositor Pacífico deixou um acervo de 256 músicas gravadas por diferentes artistas e outras dezenas permaneceram inéditas.</p>
<p>Tornou-se uma lenda no universo caipira, um poeta respeitado e admirado. Relatos apontam que ele compunha batucando na mesa da cozinha com um pedaço de papel e um lápis. Gravou apenas um disco, cantando e declamando &#8211; chamado &#8220;João Pacifico&#8221; pela (WEA)  em 1979.</p>
<p><div id="attachment_212" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/08/RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO.jpg" alt="Raul Torres, Florêncio e João Pacífico" title="RAUL_TORRES_FLORENCIO_JOAO_PACIFICO" width="300" height="200" class="size-full wp-image-212" /></a><p class="wp-caption-text">Raul Torres, Florêncio e João Pacífico</p></div>Faleceu, aos 89 anos, em 30 de novembro de 1998 esquecido pela mídia e sem recursos financeiros. No auge da música caipira, o retorno financeiro poderia ter sido melhor se João Pacífico tivesse enfrentado os microfones. Manteve-se sempre na retaguarda, longe dos holofotes, com o emprego fixo no banco. Seus cantores &#8220;oficiais&#8221; eram <a href="http://prosacaipira.com.br/raul-torres/">Raul Torres</a> e Florêncio.</p>
<p>Algumas canções que fazem parte da história da música caipira tem participação do compositor João Pacífico.</p>
<p>_ Cabocla Tereza<br />
_ Chico Mulato<br />
_ Pingo d&#8217;Agua<br />
_ Minas Gerais<br />
_ No Mourão da Porteira<br />
_ História de um Prego<br />
_ No Romper da Aurora</p>
<p>Rolando Boldrin considera João Pacífico o &#8220;Noel Rosa da música caipira, um verdadeiro mestre&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Raul Torres</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 11:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[Filho de imigrantes espanhóis, Raul Montes Torres (1906 &#8211; 1970), nasceu em Botucatu. Ainda na juventude se mudou para São Paulo, onde foi carroceiro na estação da Luz, transportando pessoas. Sua licença para conduzir carroça era de número 5.732. Por trabalhar próximo a estação acabou arrumando emprego de ferroviário. Raul trabalhou na antiga estrada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filho de imigrantes espanhóis, Raul Montes Torres (1906 &#8211; 1970), nasceu em Botucatu. Ainda na juventude se mudou para São Paulo, onde foi carroceiro na estação da Luz, transportando pessoas. Sua licença para conduzir carroça era de número 5.732. Por trabalhar próximo a estação acabou arrumando emprego de ferroviário. Raul trabalhou na antiga estrada de ferro Sorocabana até se aposentar.</p>
<p><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/raulTorres_florencio.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/raulTorres_florencio-292x300.jpg" alt="" title="Raul Torres e Florencio" width="292" height="300" class="alignright size-medium wp-image-149" /></a>Antes de se consagrar como compositor caipira Raul percorreu outros gêneros. Foi ele o autor da música de carnaval &#8220;A Cuíca está Roncando&#8221;. Participou de várias duplas, uma delas com Serrinha, seu sobrinho de Botucatu, até encontrar seu parceiro, Florêncio, um dos maiores violeiros que existiu, segundo Tião Carreiro.</p>
<p>Florêncio era da cidade de Barretos e além de exímio violeiro também era compositor. A dupla Raul Torres e Florêncio faz parte de um time de primeira categoria da música caipira de todos os tempos. Durante muito tempo Raul Torres e Florêncio se apresentaram com o sanfoneiro Rielli, formando assim &#8220;Os Três Batutas do Sertão&#8221;.</p>
<p>A obra de Raul Torres é extensa em número e qualidade. Difícil falar de música caipira sem ao menos citar umas das canções de Raul Torres. Alguns de seus principais sucessos:</p>
<p>_ Boiada Cuiabana.<br />
_ Moda da Mula Preta.<br />
_ Cavalo Zaino.<br />
_ Colcha de Retalhos.<br />
_ Ingratidão.<br />
_ Saudades de Matão.<br />
_ Chico Mulato.<br />
_ Cabocla Tereza.<br />
_ Pingo d&#8217;Agua.<br />
_ Boiadeiro Apaixonado.<br />
_ Mula Baia.</p>
<p>Compositor de classe, Raul Torres também tinha um estilo próprio de cantar com voz mansa e suave. Seu visual era singular, andava sempre com o terno alinhado e o cabelo muito bem penteado. Na época era um galã que arrancava suspiros das meninas. Foi o primeiro caipira a ter programa de rádio e um dos pioneiros na apresentação em circos pelo interior paulista.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Teddy Vieira</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 16:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor, ao lado de Luizinho, de uma das músicas caipiras mais tocadas até hoje, &#8220;O Menino da Porteira&#8221;, Teddy Vieira nasceu em Itapetininga (SP) em 23 de dezembro de 1922 e faleceu em 16 de dezembro de 1965. Por ser diretor artistico da Continental, uma das gravadoras mais importantes da época, trabalhou na composição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/teddy_vieira.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/teddy_vieira-206x300.jpg" alt="" title="Teddy Vieira" width="206" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-154" /></a>Autor, ao lado de Luizinho, de uma das músicas caipiras mais tocadas até hoje, &#8220;O Menino da Porteira&#8221;, Teddy Vieira nasceu em Itapetininga (SP) em 23 de dezembro de 1922 e faleceu em 16 de dezembro de 1965. Por ser diretor artistico da Continental, uma das gravadoras mais importantes da época, trabalhou na composição de muitas músicas ao lado de vários parceiros.</p>
<p>Vieira, da dupla Vieira e Vieirinha, contava que enquanto a maioria dos compositores fazia primeiro a letra para depois ajeitar a música, Teddy criava mentalmente a letra e a música juntas. Aí pegava uma viola e mostrava aos amigos pedindo sugestões para dar o arremate final. </p>
<p>Tenente reservista do Exército, Teddy Vieira morreu jovem aos 43 anos, vítima de um acidente de automóvel. Deixou um valor incalculável à cultura caipira com suas composições, dentre elas podemos destacar:</p>
<p>_ O Menino da Porteira.<br />
_ Pagode em Brasília.<br />
_ João de Barro.<br />
_ Couro de Boi.<br />
_ Tenente Mineirinho.<br />
_ Boiadeiro Errante.<br />
_ Rei do Gado.<br />
_ O Mineiro e o Italiano.<br />
_ Preto Inocente.<br />
_ Peito Sadio.</p>
<p>Suas músicas foram sucesso principalmente na voz e na viola da dupla &#8220;Tião Carreiro e Pardinho&#8221;. Outro grande interprete que fez sucesso com as músicas de Teddy Vieira foi Sérgio Reis.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Carreirinho</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 00:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Perguntaram se argum dia eu fui carreiro Não senhor, muito menos meu parceiro É bastante diferente nosso nome verdadeiro Tião Carreiro e Carreirinho é apelido de violeiro&#8221; (trecho da música &#8220;Meu Carro é Minha Viola&#8221;, Carreirinho e Mozart Novaes) De fato Adauto Ezequiel nunca trabalhou com junta de boi, mas no mundo caipira é conhecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Perguntaram se argum dia eu fui carreiro<br />
Não senhor, muito menos meu parceiro<br />
É bastante diferente nosso nome verdadeiro<br />
Tião Carreiro e Carreirinho é apelido de violeiro&#8221;<br />
(trecho da música &#8220;Meu Carro é Minha Viola&#8221;, Carreirinho e Mozart Novaes)</p>
<p>De fato Adauto Ezequiel nunca trabalhou com junta de boi, mas no mundo caipira é conhecido por Carreirinho. Descendente de alemães, Carreirinho nasceu na cidade de Bofete em 15 de outubro de 1921 e faleceu em 27 de março de 2009.</p>
<p>Tonico e Tinoco, revelando singular modéstia, afirmaram que a maior dupla de viola que conheceram foi &#8220;Zé Carreiro e Carreirinho&#8221;. Também não era para menos, em 1950 a dupla lançou seu primeiro disco de 78 rotações com duas músicas de peso. De um lado Canoeiro e de outro Ferreirinha. Nascia assim, em alto estilo, uma das maiores duplas da música caipira. A dupla fez grande sucesso mas durou pouco com a morte de Zé Carreiro.</p>
<p>Roberto Stanganelli, sanfoneiro e produtor cultural, não engasga ao dizer que a música Ferreirinha é a primeira peça a indicar como Carreirinho se transformaria no &#8220;codificador da moda de viola&#8221;. Antes dele cada um tocava de um jeito, depois dele criou-se um padrão a ser seguido. Na opinião do jornalista, e apaixonado por música caipira, José Hamilton Ribeiro, Ferreirinha é uma &#8220;reportagem perfeita, na forma como narra a luta de dois peões encarregados de trazer um marruá que ficou arribado no campo. O final é de arrepiar. Talvez seja a letra mais bem feita de toda a música caipira&#8221;. <a title="Musica Ferreirinha" href="http://prosacaipira.com.br/historia-da-musica-ferreirinha/" target="_blank">Conheça a história da música Ferreirinha</a>.</p>
<p><div id="attachment_159" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tiao_carreiro_carreirinho.jpg"><img src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tiao_carreiro_carreirinho.jpg" alt="" title="Tiao Carreiro e Carreirinho" width="150" height="168" class="size-full wp-image-159" /></a><p class="wp-caption-text">Tião Carreiro e Carreirinho</p></div>Carreirinho era sobretudo um poeta, romântico e apaixonado. Inaugurou a linhagem dos &#8220;carreiros&#8221; na cultura caipira. Após a morte de Zé Carreiro, Carreirinho encontrou outro craque para formar dupla, Tião Carreiro. A dupla era musicalmente muito forte, mas psicologicamente fraca. A incompatibilidade de personalidades fez a dupla se desmanchar e Tião Carreiro seguiu um caminho de luz própria ao encontrar o parceiro Pardinho. Carreirinho continuou a procura de &#8220;carreiros&#8221; para formar dupla.</p>
<p>Como compositor Carreirinho foi um grande artilheiro. Autor de cerca de 2 mil músicas, mais da metade delas gravadas. Dentre os grande sucessos podemos destacar:</p>
<p>_ Boi Soberano.<br />
_ Ferreirinha.<br />
_ A Morte do Carreiro.<br />
_ Catimbau.<br />
_ Meu Carro é Mina Viola.<br />
_ Pagode do Dente Aberto.<br />
_ Violeiro Solteiro.<br />
_ Rincão da Minha Terra.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.</p>
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		<title>Almir Sater</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 15:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais&#8230;&#8221; Almir Sater, um poeta de alma sertaneja. Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) em 14 de novembro de 1956. Apaixonado pelo Pantanal e por toque de viola, desde criança, quando ouvia seu ídolo Tião Carreiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais&#8230;&#8221;</p>
<p>Almir Sater, um poeta de alma sertaneja.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-118" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="140" />Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) em 14 de novembro de 1956. Apaixonado pelo Pantanal e por toque de viola, desde criança, quando ouvia seu ídolo Tião Carreiro nas rádios, sonhava em comprar sua própria fazenda e levar uma vida tranquila em contato com a natureza pantaneira. E foi assim, trilhando caminho próprio, que Almir conseguiu destaque no cenário nacional sem esquecer suas raízes e sem se deixar levar pela onda do &#8220;sertanejo comercial&#8221; que movimenta milhões no mercado brasileiro.</p>
<p>Chegou a cursar faculdade de Direito no Rio de Janeiro. Certo dia, na cidade maravilhosa, topou com dois mineiros tocando viola no Largo do Machado. Tinha vinte e poucos anos e decidiu nesse momento largar a faculdade, &#8220;&#8230;aí vi os mineirinhos na praça e pensei, vou pro Mato Grosso. Viola e Rio de Janeiro não combinam&#8230;&#8221;. Nesta altura, Almir, que já havia cursado três vezes o primeiro ano de direito, voltou para sua terra natal e criou um grupo de pesquisa de Música Caipira. Também montou uma dupla chamada &#8220;Lupe e Lampião&#8221;, que em 1978 ficou em quarto colocado no &#8220;Festival Sertanejo&#8221; da TV Record.</p>
<p>Sempre ouviu muitas músicas, de todos os gêneros. &#8220;Sofri a influência de vários músicos. Nunca estudei, não me orgulho disso, mas é um fato. Então o que sempre me ajudou foi escutar muitos discos, músicos e daí partir para um estudo mais aprofundado&#8221;.</p>
<p>Em 1976, Tião Carreiro já havia inventado o Pagode Caipira. Almir ouvia seus discos e também os &#8220;reouvia e interrompia&#8221;, para que pudesse entender os acordes e as puxadas. &#8220;Tião gostava de samba e foi trazendo seu &#8220;swing&#8221; para a viola, misturando acordes de violão e viola, um completando o outro, porque um sem o outro não balança&#8221;. Alguns anos depois Almir encontrou com Tião num festival. Em &#8220;péssima hora&#8221;. &#8220;Bêbado, feito um gambá&#8221;, Almir não conseguiu conversar com ele, mas lhe pediu que afinasse sua viola. &#8220;Foi a única vez que eu cantei bêbado, pra nunca mais!&#8221;.</p>
<p>Como compositor dedicou atenção especial aos temas da região pantaneira, seu habitat natural. Suas canções contam histórias de rios, canoas, boiadas, peões, pássaros, folclore e amizades. Tudo com muita poesia, leveza e originalidade. Com este perfil autêntico e independente Almir se firmou na década de 80 como um músico singular. Passeou livremente pelas mais variadas canções, de Villa-Lobos aos pagodes de Tião Carreiro.</p>
<p>Em São Paulo participou da &#8220;Cooperativa Musical&#8221;, onde teve a oportunidade de tocar junto com nomes de peso como Alzira Espíndola, Carlão de Souza, Paçoca, Zé Gomes, Grupo Bendengó e muitos outros. Como &#8220;nenhum deles tinha banda&#8221;, então &#8220;um tocava com o outro&#8221;. Numa dessas apresentações com a Cooperativa, Almir recebeu o convite da Continental para gravar seu primeiro disco, em 1981, o LP &#8220;Almir Sater&#8221;.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-120" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater_1.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="139" />Na época Tião Carreiro também fazia parte da Continental. Almir encontrou com Tião no corredor da gravadora. Foi aquela emoção. Almir se referiu ao episódio do festival, do qual Tião nem se lembrava. &#8220;Eu disse que era seu fã e ele ficou surpreso, porque não imaginava que sua música pudesse ter chegado ao pessoal mais novo. De fato, aquelas modas nunca chegaram perto da minha geração. Nosso papo fluiu e ficamos amigos. Eu sempre curioso, ele sempre vaidoso de ter uma pessoa perguntando as coisas. Eu me sentava na sua frente e dizia &#8220;faz de novo, repete, deixa eu ver&#8221;. O toque de um violeiro é muito especial, difícil de ser assimilado, tem que escutar muito pra entender o caminho das mãos. Aprendi a fazer a batida do Tião, puxando pro meu jeito&#8221;. A empatia entre eles foi grande e Tião participou da gravação do primeiro disco do Almir Sater.</p>
<p>Com o lançamento do primeiro disco foi saudado pela imprensa como &#8220;um jovem músico que reinventa o toque de viola&#8221;. O som da fronteira misturado com o interior Paulista e Mineiro às pegadas do Blues, chegava ao público dos grandes centros. Como ninguém Almir Sater aliou a tradição da viola a uma linguagem contemporânea de sua geração. Como Joan Baez e Bob Dylan, Almir também é devoto do folk.</p>
<p>Em 1985 (quando já havia lançado seu segundo disco, &#8220;Doma&#8221;, 1982) montou a &#8220;Comitiva Esperança&#8221;, que viajou pelo Pantanal Mato-Grossense pesquisando a música e os costumes da região. Depois de lançar outros discos e abrir o &#8220;Free Jazz Festival&#8221; de 1989, Almir Sater atuou na novela &#8220;Pantanal&#8221;, da extinta TV Manchete. A participação como ator levou sua imagem de galã pantaneiro para todos os cantos do Brasil, como consequência suas canções também ganharam projeção nacional.</p>
<p>Ainda em 1982 surgiu a parceria com outro poeta da música brasileira, Renato Teixeira. Foi o início de uma longa amizade com excelentes composições. A primeira delas foi a música &#8220;Peão&#8221; que abriu o lado A do disco &#8220;Doma&#8221;. Outra canção que está eternizada em nossa cultura é &#8220;Tocando em Frente&#8221; talvez a mais bela composição da dupla, uma verdadeira obra de arte! Com Renato Teixeira, &#8220;Almir encontrou um semelhante, um vizinho de alma, identificando-se com sua forma de cantar e compor, e também na maneira de conduzir a carreira&#8221;.</p>
<p>Em 1989, foi aos Estados Unidos participar do International Fair Festival e a Continental aproveitou para gravar o disco &#8220;Rasta Bonito&#8221; em Nashville, a capital da &#8220;Country-Music&#8221;, caprichando no retorno do artista ao respectivo selo. Com violonistas, gaitistas e tocadores de banjo americanos, durante dois dias e meio ficou no estúdio, inteiramente à vontade, &#8220;mostrando por que é um dos maiores instrumentistas do mundo&#8221;, de acordo com seu parceiro e compadre Renato Teixeira.</p>
<p>Aproveitando o sucesso da novela Pantanal, atuou logo em seguida, como protagonista, na novela &#8220;Ana Raio e Zé Trovão&#8221;, também da TV Manchete. Após o final da novela resolveu afastar-se da televisão para se dedicar à Música. Lançou &#8220;Terra de Sonhos&#8221; em 1994. Em 1996 voltou a televisão, atuando na novela &#8220;O Rei do Gado&#8221;, da Rede Globo. Nesta ocasião interpretou um violeiro que fazia dupla com Sérgio Reis, eram &#8220;Pirilampo e Saracura&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-119" title="Almir Sater" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/almir_sater_2.jpg" alt="Almir Sater" width="210" height="136" />Embora tenha se mostrado excelente ator, Almir sempre gostou mesmo de compor, cantar e, principalmente, tocar viola. &#8220;O som da viola sempre me fascinou. É um sentimento e eu nunca soube por que. É a minha sina. No Mato Grosso não tem quase violeiro, Dona <a title="Conheça a história da dama da viola" href="http://prosacaipira.com.br/helena-meirelles-a-dama-da-viola/" target="_blank">Helena Meirelles</a> para mim foi uma surpresa. Conheci alguns poucos, influenciados pelos mineiros. Lá não tem tradição de viola, só de violão, sanfona e harpa paraguaia, música de fronteira. Viola e Boi é uma combinação tão perfeita quanto Goiabada e Queijo&#8221;.</p>
<p>Além do mestre Tião Carreiro, a Viola do Mineiro Renato Andrade também se situa no primeiro time de sua admiração.  Violeiro de muitos recursos, adotou para a maior parte de sua obras a afinação &#8220;Cebolão&#8221;, nas suas variações (em Mi Maior ou em Ré Maior), mas gosta de sua viola em Dó Maior, afinação que descobriu e nunca viu ninguém fazer. É invenção sua. Almir desenvolveu um estilo próprio para tocar a viola, o som do seu ponteado é inconfundível.</p>
<p>Embora o som da sua viola tenha ficado conhecido pelo grande público através da televisão, Almir Sater acredita que o instrumento não vá se popularizar fora das regiões em que já é parte da cultura. &#8220;É um instrumento muito primitivo, limitado, dífícil de se tocar, aprisionado por afinações que a incompatibilizam com um instrumento afinado de forma diferente. Porque, se for para harmonizar, fazer acordes, não é viola. Ela tem que ter ressonância, tem que se alimentar dos bordões, e se você toca viola como toca violão, não vai funcionar. O Zé Coco do Riachão era uma exceção, tocava com afinação de violão, mas com a concepção de viola. Ela é para poucos, está no sangue.&#8221;</p>
<p>Um dos maiores desafios, na opinião de Almir Sater, é se manter livre de rótulos. &#8220;Isto é um desafio pra mim. Faço a música caipira que eu ouvia no rádio, mas tenho influências do Interior do Brasil. Das minhas composições, 80% não tem nada a ver com música caipira. &#8220;Tocando em Frente&#8221; é um rasqueado, só que não é tocado como tal, &#8220;Moura&#8221; está mais para o &#8220;Choro&#8221;, &#8220;Cristal&#8221; é um Estudo, &#8220;Um Violeiro Toca&#8221; é música de viola, mas não é caipira. Mas, pode me chamar de caipira.&#8221;</p>
<p>Com o sucesso conquistado Almir pôde realizar um sonho de criança, ter uma fazenda no Mato Grosso do Sul e levar a vida tocando viola.</p>
<p>Sobre a vida no Pantanal ele é direto e sem rodeios: &#8220;se não tivesse que pagar as contas, não saía do Pantanal. Tudo ali é favorável ao isolamento, na fazenda Campo Novo, região do Rio Negro, a 250 Km de Campo Grande-MS. Durante quatro ou cinco meses por ano, é possível chegar à cidade de carro. Nos outros meses, na tradicional cheia, só de avião. O cenário é único e, para viver nesse lugar de geografia, flora e fauna deslumbrantes é preciso ter o espírito pantaneiro, aventureiro e sereno, paciente como os ciclos da natureza. O que me fascina é o espaço que eu tenho, a imensidão que é aquilo. Aquela paisagem toda, e é tudo da gente. Vivo da música, mas também mexo com frigorífico, vendo boi gordo, o que ajuda no custeio da família.&#8221;</p>
<p>Almir Sater cantando &#8220;Brasil Poeira&#8221; no Teatro Municipal de Americana &#8211; SP &#8220;Lulu Benencase&#8221;<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="482" height="387" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6dgkkmynl1I?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="482" height="387" src="http://www.youtube.com/v/6dgkkmynl1I?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>* As declarações de Almir Sater foram colhidas integralmente do livro &#8220;Música Caipira &#8211; Da Roça Ao Rodeio&#8221; da escritora Rosa Nepomuceno.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.</p>
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		<title>Helena Meirelles</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 11:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o assunto é viola caipira nós, brasileiros, podemos falar grosso. Temos uma seleção de primeira linha que faz da música caipira um gênero musical dos mais ricos e admirados. O esquadrão masculino é liderado pelo eterno rei da viola e criador do pagode, Tião Carreiro. Já a equipe feminina da música caipira não fica atrás, tem seu expoente máximo representado por Helena Meirelles, eleita a melhor violeira do mundo.</p>
<p><img class="size-full wp-image-41 alignleft" title="Helena Meirelles" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2009/11/helena_meirelles.jpg" alt="A Dama da Viola" width="208" height="146" /></p>
<p>Helena Meirelles nasceu em 13 de agosto de 1924 na fazenda Jararaca, no estado de Mato Grosso do Sul, na beira da estrada boiadeira antiga que ligava Campo Grande ao Porto 15 no rio Paraná, divisa com o estado de São Paulo. Filha do boiadeiro paraguaio Ovídio Pereira da Silva e da mato-grossense Ramona Vaz Meirelles, cresceu no meio da peãozada, escutando o berrante das comitivas de gado. Desde criança começou a se interessar pelo toque da viola, aprendeu a tocar sozinha observando seu tio e também os paraguaios (amigos de seu avô) que se hospedavam em sua casa.</p>
<p>Enfrentou grande resistência dos pais que tentaram, a todo custo, impedir que ela se tornasse violeira. Mas pra nossa sorte o destino de Helena Meirelles estava traçado e seu caminho se construiu no braço da viola. Helena conta que seu pai lhe ameaçava dizendo que iria cortar seus dedos, no que ela respondia sem medo: &#8220;pode cortar que eu toco com o que sobrar da minha mão&#8221;.</p>
<p>Fugiu de casa com 15 anos e teve seu primeiro filho com 17, no total foram 11 filhos em 3 casamentos. Dizia Helena Meirelles no auge de sua simplicidade: &#8220;Já tive filho bebendo cerveja na zona e também no pasto, no meio da boiaderama, ter filho, pra mim, era igual a galinha que botava um ovo e saia cantando&#8221;.</p>
<p><img class="size-full wp-image-42 alignright" title="CD Helena Meirelles" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2009/11/HELENA_MEIRELLES.jpg" alt="A Dama da VIola" width="200" height="200" /></p>
<p>Sua identidade musical foi construída com os ritmos do Mato Grosso e com influências da música paraguaia. Desde jovem começou a tocar viola nas festas juninas que aconteciam na beira da estrada boiadeira, na época em que o salão era iluminado por lampião e o chão era de terra batida. Helena dizia que gostava das festas familiares, mas preferia tocar na zona, na casa das mulheres da vida. &#8220;Na zona eu me divertia com a farra que os peões faziam e não via o tempo passar&#8221;. Helena contava ainda que nunca foi desrespeitada nos bordéis, mas cansou de ver os peões na zona do Porto 15 mexerem a cerveja com o cano do 38 e bater nas mulheres com guaiaca e espora.</p>
<p>Helena Meirelles subiu ao palco pela primeira vez em 1992, aos 68 anos, quando teve a oportunidade de se apresentar ao lado de Inezita Barroso e da dupla Pena Branca e Xavantinho, no Teatro do Sesc, em São Paulo. Neste mesmo ano um sobrinho enviou uma fita com gravações amadoras de Helena Meirelles tocando viola para uma revista especializada dos Estados Unidos.</p>
<p>Embora fosse bastante conhecida e admirada na região do pantanal, o reconhecimento artístico só aconteceu em 1993 quando a revista norte americana &#8220;Guitar Player&#8221; elegeu Helena Meirelles, aos 69 anos de idade, como Instrumentista Revelação do Ano. Foi eleita uma das 100 melhores instrumentistas do mundo, por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas. A publicação norte americana comparou Helena Meirelles a Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, e a Eric Clapton. Numa destas injustiças difíceis de serem explicadas, a valorização de nossa maior violeira aconteceu primeiro no exterior e depois aqui no Brasil.</p>
<p>Analfabeta (não sabia ler nem escrever), autodidata, benzedeira, parteira, lavadeira e apaixonada pelo pantanal, assim foi Helena Meirelles, uma mulher de fibra, dona de um talento musical inquestionável. Dizia ela com poesia, &#8220;quando escuto um burro urrar ou um toque de berrante, da vontade de voar no vento e cair no meio da boiaderama&#8221;.</p>
<p>Faleceu aos 81 anos, em 28 de setembro de 2005 na cidade de Campo Grande, vitima de parada cárdio-respiratória.</p>
<p>Trailer do documentário Dona Helena<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uOphzlFrsUo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/uOphzlFrsUo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Créditos do vídeo &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uOphzlFrsUo&amp;feature=related" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=uOphzlFrsUo&amp;feature=related</a></p>
<p><strong>Discografia</strong></p>
<p>Todos os discos foram gravados após a premiação concedida pela revista norte americana &#8220;Guitar Player&#8221; em 1993.</p>
<p>_ Helena Meirelles (1994): Eldorado CD<br />
_ Flor de Guavira (1996): Eldorado CD<br />
_ Raiz Pantaneira (1997): Eldorado CD<br />
_ Helena Meirelles Ao Vivo (2002): Sapucay CD<br />
_ De volta ao Pantanal (2003): Sapucay CD</p>
<p><strong>Concha Acústica Helena Meirelles</strong></p>
<p>Em 2003 foi concluída a construção de uma concha acústica na cidade de Campo Grande (MS), cujo nome foi batizado em homenagem a violeira Helena Meirelles.</p>
<p>A Concha Acústica Helena Meirelles está localizada no Parque das Nações Indígenas, ao lado do Museu de Arte Contemporânea e possui as seguintes características:</p>
<p>_ Auditório para 1050 pessoas<br />
_ Teatro de Arena com 450 lugares<br />
_ Três camarins.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Disco: Helena Meirelles de 1994 (Eldorado CD)</p>
<p>Internet</p>
<p>http://www.compadrelemos.com/audio.php?cod=13851</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Meirelles</p>
<p>http://biografias.netsaber.com.br</p>
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		<title>Os caipiras da imagem do site</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 21:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem do site (acima) apresenta alguns dos artistas que construíram nossa música caipira. Claro que existem muitos outros de igual ou superior importância, mas como o espaço é limitado tive que selecionar, correndo o risco de cometer injustiças, apenas alguns dos grandes nomes. Vamos ao esquadrão: _ Da esquerda para a direita: Cornélio Pires [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem do site (acima) apresenta alguns dos artistas que construíram nossa música caipira. Claro que existem muitos outros de igual ou superior importância, mas como o espaço é limitado tive que selecionar, correndo o risco de cometer injustiças, apenas alguns dos grandes nomes.</p>
<p>Vamos ao esquadrão:</p>
<div id="attachment_35" class="wp-caption aligncenter" style="width: 635px"><img class="size-full wp-image-35" title="musica_caipira" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2009/10/musica_caipira.jpg" alt="Seleção de caipiras" width="625" height="125" /><p class="wp-caption-text">Seleção de caipiras</p></div>
<p>_ Da esquerda para a direita: Cornélio Pires (o pioneiro) e Tonico e Tinoco.</p>
<p>_ Na parte superior da imagem: Raul Torres e Florêncio, Teddy Vieira, Sulino e Marrueiro e Irmãs Galvão.</p>
<p>_ Na parte inferior da imagem: Vieira e Vieirinha, Cascatinha e Inhana, Pardinho e Os Caipiras de Cornélio Pires.</p>
<p>_ Na ponta direita: Tião Carreiro.</p>
<p>Sem dúvida uma seleção de caipiras pra ninguém colocar defeito!</p>
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		<title>Cascatinha e Inhana</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Caipira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caipirada]]></category>

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		<description><![CDATA[Impossível não falar de Cascatinha e Inhana quando o assunto é música caipira. Casal de voz inconfundível, estilo elegante, que foi referência de sucesso a partir da década de 1950. Tudo começou em 1941 quando Ana (Inhana) conheceu Francisco (Cascatinha) se apresentando com o circo Nova Iorque na cidade de Araras (SP). Dizem, e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Impossível não falar de Cascatinha e Inhana quando o assunto é música caipira. Casal de voz inconfundível, estilo elegante, que foi referência de sucesso a partir da década de 1950.</p>
<p>Tudo começou em 1941 quando Ana (Inhana) conheceu Francisco (Cascatinha) se apresentando com o circo Nova Iorque na cidade de Araras (SP). Dizem, e a história comprova, que foi amor a primeira vista. Quando o circo levantou acampamento Ana acompanhou seu amado, contra a vontade da família, deixando pra trás um noivado de mais de um ano, e juntos formaram uma das duplas de maior sucesso da música caipira. O casamento foi sólido, durou 40 anos, até a morte de Inhana. No relacionamento tiveram um filho adotivo chamado Marcelo José.</p>
<p>Em 1942 o então Trio Esmeralda, formado por Ana, Cascatinha e Chopp, se apresentava em circos e também em programas de calouros. Ganharam alguns prêmios em dinheiro. Porém, para o bem da música caipira, um desentendimento entre Cascatinha e Chopp deu fim ao trio musical. Cascatinha seguiu seu caminho ao lado de sua esposa, que passou a atender pelo nome artístico de Inhana. Ingressaram no circo Estrela D&#8217;Alva e partiram para apresentações no interior de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<p>No ano de 1951 a dupla Raul Torres e Florêncio tiveram um show cancelado, por motivos de saúde, na cidade de Jundiaí. Raul sugeriu que Cascatinha e Inhana o substituíssem para interpretar a música &#8220;Ave-Maria no Morro&#8221; de Herivelto Martins. Cascatinha e Inhana toparam o desafio e no final da apresentação foram aplaudidos de tal maneira que não conseguiram deixar o palco, conclusão, seguiram cantando outros grandes sucessos para alegria do público presente. Neste mesmo ano gravaram o primeiro disco de 78 rotações com as músicas “La Paloma” (S. Yradier – Versão: Pedro Almeida) e “Fronteiriça” (José Fortuna).</p>
<div id="attachment_19" class="wp-caption alignleft" style="width: 135px"><img class="size-full wp-image-19 " title="cascatinha_inhana2" src="http://prosacaipira.com.br/wp-content/uploads/2009/10/cascatinha_inhana2.jpg" alt="Cascatinha e Inhana &quot;Os Sabiás do Sertão&quot;" width="125" height="172" /><p class="wp-caption-text">Cascatinha e Inhana &quot;Os Sabiás do Sertão&quot;</p></div>
<p>Cascatinha e Inhana foram pioneiros ao interpretar músicas paraguaias adaptadas para versões brasileiras, popularizando, desta maneira, o estilo &#8220;guarânia&#8221; no meio caipira. Em 1952 gravaram o disco de maior sucesso com as músicas &#8220;Meu Primeiro Amor&#8221; e a guarânia &#8220;Índia&#8221;. Estima-se que este disco de 78 RPM vendeu mais de 300 mil cópias em seu primeiro ano de vida. Um fenônemo para os padrões da época, onde as vitrolas eram inacessíveis (devido ao alto custo) para a maioria da população.</p>
<p>Com o sucesso de suas músicas, Cascatinha e Inhana colecionaram também muitos títulos. Receberam em 1951 e 1953 o Prêmio Roquette Pinto. Em 1954, receberam a medalha de ouro da revista &#8220;Equipe&#8221; e ganharam o título de &#8220;Os Sabiás do Sertão&#8221;, devido a pureza e afinação de suas vozes. Durante a carreira gravaram 34 discos de 78 rotações e aproximadamente 30 LP&#8217;s pela Todamérica e Continental. Alguns de seus maiores sucessos foram:</p>
<p>_ Índia (José Asunción Flor e Manuel Ortiz Guerrero, versão em português de José Fortuna, 1952);<br />
_ Meu Primeiro Amor (Herminio Gimenez, 1952);<br />
_ Mulher Rendeira (música do folclore nacional, 1953);<br />
_ Iracema (1955);<br />
_ Frô do Ipê (1958);<br />
_ Colcha de Retalhos (Raul Torres, 1959);<br />
_ A Lua é Testemunha (1965)<br />
_ Louco Amor (1970);<br />
_ O Menino e o Circo (Ely Camargo, 1972);<br />
_ Flor do Cafezal (Luiz Carlos Paraná, 1973);<br />
_ Cigarra Vadia (1980);</p>
<p>Cascatinha, como era conhecido Francisco dos Santos, nasceu em 20 de abril de 1919 na cidade de Araraquara (SP), era um exímio intérprete e violeiro. Durante um ano ocupou o cargo de diretor artístico da gravadora Todamérica, lançou duplas conhecidas como Nonô e Naná e Zilo e Zalo. Faleceu, aos 76 anos, em 14 de março de 1996 na cidade de São José do Rio Preto (SP).</p>
<p>Ana Eufrosina da Silva, ou Inhana, nasceu na cidade de Araras (SP) em 28 de março de 1923. Dona de um timbre inigualável, foi considerada por muitos como uma das vozes femininas mais perfeitas do Brasil. Faleceu na cidade de São Paulo em 11 de junho de 1981, aos 58 anos.</p>
<p>A contribuição de Cascatinha e Inhana para a música brasileira, não só a caipira, foi fantástica. Primeira dupla formada por marido e mulher, eles romperam com pré-conceitos e colocaram a música caipira em posição de destaque nacional, além de protagonizarem uma história de amor digna de cinema.</p>
<p>&#8212;&#8211;<br />
Bibliografia<br />
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.<br />
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: 34, 1999.</p>
<p>Internet</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascatinha_e_Inhana</p>
<p>http://www.radioterra.am.br</p>
<p>http://letras.terra.com.br</p>
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