nov 17 2009
Cronologia da música caipira
A música caipira viveu seus melhores momentos, e também os piores, no século 20. A seguir apresento a cronologia de surgimento dos principais personagens, compositores e cantores, da música caipira.
Década de 1920, início da revolução musical caipira.
_ Cornélio Pires e seus caipiras, Ferrinho, Sebastião Ortiz de Camargo, Caçula e Mariano (tio e pai, respectivamente, do sanfoneiro Caçulinha), Arlindo Santana e Zico Dias. Cornélio foi o autor do primeiro disco caipira gravado em 1929.
Década de 1930, formação das primeiras duplas.
_ Arlindo Santana e Joaquim Teixeira.
_ Alvarenga e Ranchinho.
_ Capitão Furtado, dentre outros feitos históricos foi ele quem deu nome a dupla Tonico e Tinoco.
_ Irmãos Laureano.
_ Jararaca e Ratinho.
_ João Pacífico, compositor de grandes sucessos como Cabocla Tereza, Chico Mulato e Pingo d’Agua.
_ José Rielli.
_ Mariano e Cobrinha.
_ Raul Torres e Serinha. O primeiro, ainda nesta década, formou dupla com o grande violeiro Florêncio.
_ Torres e Florêncio. Raul Torres foi ao Paraguai em 1935 e reivindicou a introdução dos rasqueados e guarânias na música caipira, que nesta época era chamada de música sertaneja. Hoje o termo “sertanejo” é sinônimo de música romântica de qualidade questionável, infelizmente.
Década de 1940, consolidação da música caipira.
_ Anacleto Rosas Junior, compositor de sucessos como Cavalo Preto e Os Três Boiadeiros.
_ Carreirinho.
_ Cascatinha e Inhana, dupla premiada e referência de sucesso, conheça a linda história de amor e sucesso.
_ José Fortuna, autor, dentre outros grandes sucessos, da adaptação da guarânia Índia, interpretada por Cascatinha e Inhana.
_ Lourival dos Santos.
_ Mário Zan, italiano de nascimento e caipira de coração, criador da música Chalana.
_ Nhô Pai.
_ Palmeira. Na década seguinte se tornou diretor musical da gravadora Chantecler e criou, em 1959, o selo sertanejo.
_ Tonico e Tinoco, dupla de irmãos sinônimo de sucesso e autenticidade.
_ Zé Carreiro.
Década de 1950, período de ouro da música caipira.
_ Teddy Vieira, compositor do primeiro escalão caipira.
_ Tião Carreiro e Pardinho, entre idas e vindas, uma dupla que transcendeu o tempo e balançou o chão brasileiro.
_ Sulino e Marrueiro.
_ Vieira e Vieirinha, levaram a catira (que andava meio esquecida) para a música caipira.
_ Irmãs Galvão.
_ Biá.
_ Pedro Bento e Zé da Estrada, dupla que trouxe a cultura mexicana para a música caipira. Exageraram nos trajes e trejeitos mexicanos.
_ Goiá.
_ Silveira e Silveirinha.
_ Dino Franco.
_ Inezita Barroso, a paulista de classe média apaixonada por cultura caipira.
_ Zacharias Mourão, compositor de Flor Matogrossense e Pé de Cedro.
_ Zico e Zeca.
_ Zilo e Zalo.
_ Elpídio dos Santos, autor das canções de 23, dos 32, filmes de Mazzaropi.
_ Liu e Léu, irmãos de Zico e Zeca, primos de Vieira e Vieirinha. Família com talento de sobra.
Década de 1960, início da desaceleração.
A música caipira começou a perder espaço com o avanço da televisão, principalmente para a bossa nova. Como bem definiu Rosa Nepomuceno neste período a música caipira saiu da sala do brasileiro e foi para o quintal, acompanhando o rádio.
_ Abel e Caim.
_ Caetano Erba.
_ Moacir Franco.
_ Paraíso.
_ Sérgio Reis, com um pé na jovem guarda.
_ Téo Azevedo.
Década de 1970, últimos suspiros de uma época áurea.
_ Renato Andrade.
_ Renato Teixeira, poeta caipira, lançou em 1973 o clássico Romaria.
_ Cacique e Pajé
De 1970 pra frente a música caipira vêm atravessando caminhos tortuosos. O movimento de “modernização” da música caipira culminou com o nascimento do chamado “jovem sertanejo”, que trouxe instrumentos eletrônicos e composições que nada tem a ver com o ambiente e a vida do caipira.
O que traz esperanças para os apaixonados pela autêntica música de raiz são os artistas que lutam bravamente para manter viva nossa história, dentre os que merecem destaque encontramos Almir Sater que despontou para o sucesso nos anos 80.
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Bibliografia
Nepomuceno, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34, 1999.
Ribeiro, José Hamilton. Música Caipira: as 270 maiores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo, 2006.
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